quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Encontro II


O ar frio te cerca
Minhas mãos tentam te salvar
Como em um sonho confuso
O tempo parece parar

O calor do meu corpo te aquece
Sinto teu murmúrio silencioso na pele
Fixo o olhar nas tuas turquesas
De inquestionável e rara beleza

Quis libertá-la dali, salvá-la
Do vagão gelado e feroz
Mas voaste para longe
Naquele instante breve e atroz

Fiquei sem voz, sem pranto
Sem perceber, entretanto
Que todos somos libélulas
No vagão gelado e estranho


(Flavia Alves, Janeiro de 2017)





Nenhum comentário:

Postar um comentário