sexta-feira, 4 de abril de 2014

77ª Lei da Vida ou Lei dos Trovados


"Trovado é tão imprevisível porque é muito temperável..."

(uma trova ou verso é imprevisível na razão direta da quantidade de palavras nele usadas para ser escrito, com a semântica, a métrica e a rima adequadas, seja em português, francês, yorubá ou mesmo em outro idioma - inglês sic...)

77ª LEI DA VIDA ou LEI DOS TROVADOS
(texto e reflexões do Professor Gamai)

          A música e a poesia são quase a mesma forma da criação se manifestar. Os criadores (poetas, menestréis, namorados) são os seres que, a cada aspiração da inspiração, recombinam as idéias no caleidoscópio do espírito e na expiração, exalam as novas formas criadas, música ou poesia. Ao combinar a semântica  e rimas em infinitas, belas e harmônicas combinações, o criador compõe e sonha. Alimenta o inconsciente coletivo que nos parece a tudo devorar com seu apetite infinito. O inconsciente é na realidade a essência que nos compõe como seres.  Mantendo e possibilitando a existência e a repetição de existências (reencarnações) dos infinitos indivíduos que somos quando nos reconhecemos como joãos, marias e até leonardos (meninos, encarnados, "ficando azuis" e se individuando, como humanos ou mesmo como não humanos, cá no brejo da cruz).

          Os criadores são esses meninos, indivíduos (João, Chico, Maria, Beatriz, Einstein, Mozart) que vivem em movimento e desequilíbrio (meninos hiper ativos). O seu movimento assimétrico gera então um vórtice, rodamoinho, roda-viva ou malestron (sumidouro). É o foco da criação ou da recombinação da realidade. É um ponto onde é aplicada a vontade. A única força disponível que podemos usar em nossas vidas na verdade! (essa força é sistematicamente procurada pela ciência formal humana como um modelo para uma teoria unificada que explique e justifique a realidade que percebemos em níveis macro e/ou micro).

          Em nossas vidas como indivíduos, enfrentamos uma dificuldade inicial (o nosso primeiro inimigo) que necessitamos  vencer, é o medo. Ele decorre da incerteza que nós os seres em processo de individuação, (como meninos) enfrentamos. Somos compelidos a povoar nossas bases de dados (segmentos do inconsciente trabalhados para nos permitir a gradativa percepção consciente), originalmente vazias de nossas próprias experiência com as experiências que vivenciamos a cada instante de nossas vidas. Por que inicialmente, elas só contem as lembranças ancestrais de nossa espécie (do pai, da mãe, do avô), que foram nelas registradas no momento de nossa própria criação ou surgimento. Nossa criação decorre de um "ondular" da realidade (paixão, amor, frenesi, torvelinho, turbilhão, vórtice sumidouro ou chacra) que se agita e se manifesta sempre em pais & mães e em nós mesmos na devida ocasião). A semelhança de o ondulações no 'Mar de Dirac' (Paul Dirac / matemático francês).

          Essa manifestação inicia-se no plano do espírito (mente / elemento ar/espadas) e se projeta, direcionada pela vontade, no plano energético (coração / elemento água/copas). Ao agregar energia durante uma imersão nesse plano, os excessos energéticos se acumulam e  extravasam, gerando "movimentos" no plano comportamental (braços, pernas, pescoço, língua e orelhas / elemento fogo/paus ou bastões). São os processos que caracterizam e compõe qualquer vida. Assim enquanto durar a energia que foi agregada pelo indivíduo (o ser aí) em sua imersão na fonte inconsciente do "amor/paixão" durante sua criação, decorrerá a sua vida ou existência individual. Desse limitado quantum de energia e enquanto durar seu processo natural de decaimento (esvaziamento), é disso que decorre a vida de qualquer vivente, seja humano ou não humano (o ser aí, o joão, a maria, o "rex", os "rin-tin-tins", a baleia, uma arara, as bactérias, bacilos e virus, centopéias, teiús e lacraús). E esse movimento de vida ocorre sempre no plano material/social (corpo corpos / elemento ouros/moedas).

          Então em corolário podemos aceitar e entender que quando o amor dos pais e mães for uma ondulação intensa ou quando for fraca nos deixará como herança um maior ou menor quantum energético total. Ele é nosso "cacife" no jogo da vida. Mas como o usaremos depende do foco de nossa própria vontade. Há o livre arbítrio que define a direção de nosso foco, porém estamos limitados por nossa manifestação ter forma humana e ocorrer imersa na realidade do mundo dos homens. Assim podemos sonhar e cantar unicórnios, golfinhos, fadas e goblins, borboletas, abelhas e formigas, fungos e cogumelos, colossus e hals 9000, dragões e até rastejadores, mas sempre na língua dos homens. E mesmo que seja muito "duro" permanecer na forma humana, comprimindo nossa infinitude nos limites dessa forma! É nosso destino trovar como homens, sempre...

          O trovado (pequeno conto publicado neste blog) conta o mergulho de nossa alma estelar, de um infinito no alto da montanha até  a chegada cuidadosa no mundo humano, a Terra!


          Muito bem temperado e inteligível, embora imprevisível e incompreensível para maioria dos meninos...



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