terça-feira, 18 de março de 2014

Renascer


Quanto tempo até libertar a minha alma do amor que latejava por você?
Quanto tempo até emergir na superfície de mim mesma, e respirar outra vez?
Efêmero, o tempo confunde os sentidos, arrasta os segundos...
Torna os dias quase eternos
E tudo vai ficando para trás, quase uma outra vida...
Memórias antigas que se mesclam dolorosamente
Escolhas que não foram minhas, lapidam meu espírito e percepção
Novos caminhos surgem, inesperados, carregando novos ares e emoções
E a vida segue sem você, que era parte das águas em meu viver...

Tenho a garganta seca, mas adapto-me, parto-me

Sou outra


(Flavia Alves)


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Imagem: Sea Spell, deviantART



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