terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Poesias mortas

(deviantART)


Estas poesias não tem nomes. Não deveriam existir.
Porém, como disse uma amiga minha... É a minha forma de arrancar do peito, a dor. De sublimar a saudade... De superar este amor que (pulsa e sangra) fere a minha alma.
Nem a amizade sobreviveu... Triste ilusão a minha. Tudo o que era mais belo, morreu.
Entendo cada segundo e frase do filme: "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".
Se eu pudesse, escolheria o esquecimento.

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Meu abraço cabia no seu
Seu corpo no meu
Sua boca era riso e beijos
Palavras, ideias e afeto
Seu olhar era brilho...

Buraco negro

E a gravidade do amor
Que eu sentia em você
Me puxava, tragava e embriagava
E cresciam o desejo, o afeto e o prazer

Tanta saudade de você.

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Tenho sonhos há tanto semeados
Tenho medos há tempos superados
Amo, mergulho, coragem, enfrento
Mas a vida adia, posterga, afasta...
Tormento.
Respiro, prossigo, escrevo...
Lamento.
E as lágrimas turvam o que me é de direito.
Meu destino...
Aceito.

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Leio seus poemas
Tão belos, tristes e incertos
Tão confusos, flutuantes...
Minha alma é arrebatada
vira do avesso
Não encontro saída
Flutuo
Choro
Desejo-os...
Egoísta sou
Todos eles deveriam pertencer ao seu futuro amor
E lembro de seus grilhões
seu passado
Sinto piedade, compaixão
Pobre alma, amarrada em uma invisível prisão
Acorrentada pelo medo
Presa no tempo
Não!
Não terei o mesmo destino
Me recuso.
Não!!

Não.


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Um último poema
Quero agora escrever
Mando com ele um sorriso
E meu carinho por você

Não posso no futuro focar
Preciso viver o presente
Queria eternamente te amar
Mas sinto o abismo, tristemente

Seríamos uma dupla incrível
Eu e você, nós dois
Fica para uma outra vida
Para outro existir, para depois

Que o desejo que sinto amenize
Que eu foque na amizade diáfana que temos
Que algum dia eu seja capaz de estar ao seu lado
Sem dor e sem nenhum tormento

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Eu tenho um coração teimoso
Chora por você, saudade
Encaro a vida e o fato doloroso
Há um abismo entre nós, dura verdade

Você só enxerga seu trabalho
Só foca e vive de seu passado
Não percebe os grilhões e a prisão
E fica preso em um eterno tornado

Eu sigo, e sinto a sua falta
O amor em mim parece ser eterno
Lateja, dói, machuca a minha alma
E o destino prossegue com vingativa calma

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Escolha que eu não fiz
Deixar de existir um amor
Medo que impede o viver
Grilhões do passado, dor

Cruel saudade, cruel querer
Abismos, silêncio, temor
O coração chora, quer saber
Nenhuma resposta, rancor

Respiro, acalmo, vejo a verdade
Preciso estas poesias silenciar ou matar
Preciso arrancar da alma esta saudade
Sublimar, parar de amar...

Parar.


(Flavia Alves)




Um comentário:

  1. Que saudades fla fla muitas mesmo! Vc não está no fb neh? Obrigada pelo convite ao blog gostei das poesias bjs blessed be !

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