sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Reflexões


A vida é feita de escolhas... De decisões.

A cada passo de nossas jornadas, precisamos fazê-las... das mais simples às mais dolorosas. Das mais leves às que nos levarão por caminhos e atalhos inesperados, impensados; que poderão nos trazer plenitude. Claro que algumas são mais complicadas do que outras.

Talvez um dos aprendizados mais dolorosos da existência humana seja o fato de criarmos a consciência de que existem escolhas alheias à nossas vontades e que elas serão feitas por outros seres humanos... E irão nos afetar profundamente. É o livre arbítrio, o caminho pessoal de cada um... E isso deve ser respeitado ao extremo se queremos respeito à nossa própria liberdade. 

Porém, confesso, como dói quando esta escolha envolve a negação de um sentimento tão belo (e almejado) como o amor. Dói... Parece que não vai cicatrizar. Sangra. E chega um dia que para de doer... apenas lateja. Para de sangrar... Fica uma cicatriz grosseira. E com o tempo irá parar de latejar e a cicatriz será apenas um fio. Estou neste estágio... E sei que chegará o dia que não existirá mais nenhuma cicatriz.

Amar cura a dor e a amargura. O amor é a única cura para a rejeição do próprio amor... A única cura para toda esta insanidade. Não devemos buscar respostas prontas. Elas estão dentro de cada um de nós. Devemos evitar julgar os motivos do outro, ainda que pareçam tão claros aos nossos olhos... devemos seguir adiante. Sem olhar para trás, sem hesitar, sem sonhar em como teria sido belo. Não teria sido, pois não foi e não será. Simples assim.

E nestes passos que damos na direção aos nossos verdadeiros futuros, devemos viver e focar no presente... no Agora. Pois é tudo o que realmente temos. Não tenho a tola pretensão de prever o futuro. Não quero isso. E preciso ter a coragem de mergulhar de novo, e de novo, e de novo... E quantas vezes forem necessárias para algum dia estar ao lado da minha alma amada.

Eu a busco.

E irei encontrá-la...

Então terei novamente um ninho na Terra.

Até lá encaro com coragem minha fase nômade e solitária, nesta busca que é a busca de todos nós: De mim mesma, do amor em mim e por mim... E do amor, pleno, em um par.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Indomável

(deviantART)


Ser doce é quase defeito
Sei disso, mas não tomo jeito
Ser amarga, fácil seria
Ser mais forte, bastaria?
Sob minha doçura, escondida
Um ser indomável habita
Poucos vislumbres dou, eu sei
Do que realmente sou, e do que eu serei...


(Flavia Alves)



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Arpoador

(pintura de Rogério Zgiet)


As cores alaranjadas no céu
Dão o tom de nosso caminhar
O calor, o vento e a água
Se confundem com o nosso andar

Dedos e mãos entrelaçadas
Palavras, olhares e abraços
Risadas criam ecos tão belos
De um início, talvez, de jornada

E o brilho do olhar vai surgindo
Convergências de nossos caminhos
Focando no presente e nos nossos momentos
Um encontro feliz de destinos


(Flavia Alves)



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Tsurus

(deviantART)

Está em minhas mãos...
Recolher os meus tsurus
Atirá-los para o ar!
....fazê-los voar


(Flavia Alves)


Cores

(deviantART)


Cores de um arco-íris
...apenas após a chuva
Brotar de uma semente
...apenas após algum tempo
Pedras roladas e lisas
...apenas descendo o rio
Borboleta leve
...após a dor do casulo

Tempo certo
Tempo incerto
Destino incerto
Doloroso acerto



(Flavia Alves)


Poesias mortas II

(deviantART)



Estas poesias não deveriam existir.
Mas existem... Estão sendo expurgadas de meu coração e de minha alma.
Busco o 'não lembrar', busco o silêncio interior, busco me amar mais do que ficar presa ao passado breve e ao futuro que jamais será.

--

"Véu"

O futuro seria nosso
Os sonhos teriam sentido
A busca seria cessada
Teu corpo seria meu abrigo
Teu espírito, minha morada
Meu olhar teria um cúmplice
Meu abraço, retribuído
Os desejos seriam saciados
...nos braços de meu melhor amigo
Teus sonhos seriam os meus
Todos os meus, teus
Lutaríamos um pelo outro
Sem dor, sem hiato, sem oposto
Mas cego, tu estás
E rejeitas o amor e o amar
Escolhes deliberadamente a solidão
...por ti e por mim

Morre o nosso sonhar

--

"Tormenta"

Um véu de ilusão
embota o meu olhar
A solidão cruel
provoca meu despertar
Escolheria você
...sempre. Sem hesitar
Mas não posso por você escolher
E sua escolha destrói o meu sonhar
Embriagada escrevo a dor
De tanto desafeto, descuidado e desamor
Choro, lamento...
Não suporto mais este tormento.

--

Eu quero lhe esquecer
Preciso sobreviver
Não posso mais lhe querer
Como sublimar você?

Se amo de forma tão profunda
...que cala a alma, o coração retumba
O que faço com este amor?
Que só me traz lágrima e dor...

--

Não quero mais chorar
Não quero mais lembrar
Não quero mais sentir
Não quero mais...

--

Rejeito o desamor
...a covardia e o medo
Rejeito o meu rancor
...o desalento e a dor

--

"Basta"

Saudade que me devasta a alma
Cala-te! Imploro sem calma
Basta de tanto tormento!
Basta de lágrimas e de lamentos!
Futuro: Engole minha calma!
Cala de uma vez, esperança de minh'alma!
Cruel tormento... 
Cala-te coração! 
Não existe escolha!
Não existe razão!
Não existe amor e nem emoção!
Cala-te de uma só vez!
...ou irei enlouquecer.
Basta!

--

"Merecimento"

Mereço mais, eu sei
Do que tudo o que você foi capaz de oferecer
Mereço cuidados, mereço carinho
Mereço a chance de um novo ninho
Mereço tempo, mereço afeto
Mereço amizade e desejo sincero
Por que sou tanto...
...intensa sou
Mereço amar e mereço amor

--

"Presentes rejeitados"

Esta caneta era sua, para seus poemas
Presente que você rejeitou
Não é nada...
Se o amor, fora, você jogou

O caderno de ondas e águas
Resiste na estante da sala
Parece mais um fantasma
Me lembra da dor e me cala

As conchas imóveis me mostram
Sua rejeição, desafeto e desamor
Tudo parece desbotado e perdido
Tudo isso me provoca dor



(Flavia Alves)






segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Olhar

(arte de Neodecay)

E mudando o meu olhar, eu escolho Ver...
Danço na chuva, espero o arco-íris chegar
Sigo e prossigo, sou feliz sem você...
E chegará o dia que eu voltarei a amar


(Flavia Alves)






domingo, 19 de janeiro de 2014

Passos de dança

(foto e arte Spider)

A vida segue, chove
...eu danço
Buscando meu destino
...eu canto
Sorrisos, sol e vento
...poesias
Sei que serei amada
...algum dia
Prossigo, respiro, caminho
...descanso
Sonho, almejo, desejo
...eu amo


(Flavia Alves)



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Poesias mortas

(deviantART)


Estas poesias não tem nomes. Não deveriam existir.
Porém, como disse uma amiga minha... É a minha forma de arrancar do peito, a dor. De sublimar a saudade... De superar este amor que (pulsa e sangra) fere a minha alma.
Nem a amizade sobreviveu... Triste ilusão a minha. Tudo o que era mais belo, morreu.
Entendo cada segundo e frase do filme: "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".
Se eu pudesse, escolheria o esquecimento.

--

Meu abraço cabia no seu
Seu corpo no meu
Sua boca era riso e beijos
Palavras, ideias e afeto
Seu olhar era brilho...

Buraco negro

E a gravidade do amor
Que eu sentia em você
Me puxava, tragava e embriagava
E cresciam o desejo, o afeto e o prazer

Tanta saudade de você.

--

Tenho sonhos há tanto semeados
Tenho medos há tempos superados
Amo, mergulho, coragem, enfrento
Mas a vida adia, posterga, afasta...
Tormento.
Respiro, prossigo, escrevo...
Lamento.
E as lágrimas turvam o que me é de direito.
Meu destino...
Aceito.

--

Leio seus poemas
Tão belos, tristes e incertos
Tão confusos, flutuantes...
Minha alma é arrebatada
vira do avesso
Não encontro saída
Flutuo
Choro
Desejo-os...
Egoísta sou
Todos eles deveriam pertencer ao seu futuro amor
E lembro de seus grilhões
seu passado
Sinto piedade, compaixão
Pobre alma, amarrada em uma invisível prisão
Acorrentada pelo medo
Presa no tempo
Não!
Não terei o mesmo destino
Me recuso.
Não!!

Não.


--

Um último poema
Quero agora escrever
Mando com ele um sorriso
E meu carinho por você

Não posso no futuro focar
Preciso viver o presente
Queria eternamente te amar
Mas sinto o abismo, tristemente

Seríamos uma dupla incrível
Eu e você, nós dois
Fica para uma outra vida
Para outro existir, para depois

Que o desejo que sinto amenize
Que eu foque na amizade diáfana que temos
Que algum dia eu seja capaz de estar ao seu lado
Sem dor e sem nenhum tormento

--

Eu tenho um coração teimoso
Chora por você, saudade
Encaro a vida e o fato doloroso
Há um abismo entre nós, dura verdade

Você só enxerga seu trabalho
Só foca e vive de seu passado
Não percebe os grilhões e a prisão
E fica preso em um eterno tornado

Eu sigo, e sinto a sua falta
O amor em mim parece ser eterno
Lateja, dói, machuca a minha alma
E o destino prossegue com vingativa calma

--

Escolha que eu não fiz
Deixar de existir um amor
Medo que impede o viver
Grilhões do passado, dor

Cruel saudade, cruel querer
Abismos, silêncio, temor
O coração chora, quer saber
Nenhuma resposta, rancor

Respiro, acalmo, vejo a verdade
Preciso estas poesias silenciar ou matar
Preciso arrancar da alma esta saudade
Sublimar, parar de amar...

Parar.


(Flavia Alves)




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Palavras de uma amiga amada



"Existem pessoas que a sintonia já é tão natural, tão pura, tão boa que não parece que você as conhece há alguns dias ou meses e sim de muito tempo. De uma vida toda.
As coisas mais simples do mundo (os eventos cotidianos) se tornam grandes aventuras para contar e toda aquela simplicidade ao narrar parece de uma riqueza sem fim.
São pessoas que você ama tanto que mesmo à distância emanam uma luz tão forte que fazem seu coração vibrar de alegria, paz e bons sentimentos. E que quando essa luz tende a ser ofuscada o seu coração também sente.
A conexão é tão forte que você pode passar um tempo sem conversar que quando você revê essa pessoa (mesmo com mudanças que ocorrem naturalmente) parece que o carinho é mesmo.
Porque existem pessoas que o tempo pode até tirar da sua vida, mas você sabe que o seu coração sempre será delas e o coração delas seu."


(Mariana Lourenço Maximo dos Santos)

--

Te amo, Mari.



sábado, 4 de janeiro de 2014

Seguir

(deviantART)

Preciso esquecer você
virar a página
cruel querer

Preciso adiante seguir
olhar para frente
cruel prosseguir

Preciso não mais amar
abrir meu coração
cruel desejar

Preciso me transformar
esquecer o passado
cruel despertar

Preciso amar


(Flavia Alves)



--

Poesia escrita em dezembro de 2013


Destino diáfano


(deviantART)


Sinto seu amor tão perto
Diáfano abraço de pensamento
Enlaces perdidos no tempo
Cruel distância, destino incerto

(Flavia Alves)


Três de Copas

(Mashat, deviantART)


Teimosa sou
Risadas da minha dor
Esqueço o passado
Sou

Determinada prossigo
Esperança a me guiar

Coragem em cada passo
Olhar além, ver
Procurando meu destino
Amor meu... amor
Sou


(Flavia Alves)