sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Linhas


Linhas que não traduzem o sentir
Ver além do viver, além do olhar
Certo e errado podem não existir
Quando a realidade se confunde com o sonhar


(Flavia Alves)



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ilusão



Sinceridade não é tudo.
Amar não é suficiente...
Quisera controlar meu coração.
Tola, minha, ilusão...

(Flavia Alves)




terça-feira, 26 de novembro de 2013

Confissão

(deviantART)

Quis para mim o seu amor
Sonhei, chorei, gemi, sorri... sem dor
No sonho, o brilho do seu olhar era meu
E meu abraço mais intenso, seu.

Desejei suas memórias despertar
Movida apenas pela esperança
Ou então mais sementes tentar plantar
Mas nosso amor é apenas antiga lembrança

Minha convicção enfraqueceu
O ciúme provocou isso em mim
Se meu amor desvaneceu?
Não... Ele é incondicional, enfim.


(Flavia Alves)



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Reflexões sobre a impermanência



Eu realmente acredito na impermanência... No fato, inegável, que tudo e todos mudamos sempre. Não há como evitar isso (e eu nem quero evitar). E sigo lembrando das mandalas de areias coloridas dos monges budistas e foco as minhas emoções nas águas de Heráclito.

Cada um só pode ser aquilo que é. Cada mudança emerge apenas de dentro para fora... Assim, sigo sendo o que sou. Mudando quando ocorrem as mudanças em mim. Crescendo e me lapidando. Errando e buscando acertar. Faço o meu melhor, não estou "tentando" nada. Estou fazendo. Estou mantendo a mente aberta. Estou atenta aos sinais do universo, da vida e dos meus caminhos.

Qual é o problema afinal? Somos pessoas demais. Simples assim.


Primeira pessoa do plural.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Espirais



Cachos em espirais emolduram a sua face
Amálgama de seu corpo, de seu espírito e de sua luz
Riso e sorriso, como ecos e vozes do coração
Olhar terno e forte, plena e meiga compreensão
Libertação tão ansiada, emoção intensa que regula e conduz
Incondicional amizade, belo, sublime e eterno amor
Ninho, alento, porto, sopro e alicerce do viver
Anos, milênios, vidas... Histórias do nosso bem-querer


(Flavia Alves)




sábado, 9 de novembro de 2013

Fechando os olhos...


Caminho no meio da multidão
A solidão, ao meu lado, abala o meu sonhar
Fecho os olhos tentando não racionalizar
no quanto eu queria fazer meu tsuru voar...


(Flavia Alves)


Engolindo beijos


Confesso, não sei bem o que fazer
com os beijos que quero e não posso lhe dar
Tento disfarçá-los com sorrisos
Os engulo entre risadas e o sonhar

A vontade de lhe abraçar e enlaçar
é ainda mais difícil de sublimar
Controlo meu corpo, desejo, minha energia enfim...
Mas a verdade é que trago você em mim

E sua presença ora quente, ora morna
aquece meu coração e minha alma
Quase esqueço nosso acordo e suas regras
Aflora meu amor e a paixão quase me atropela

Meu alento é saber que culpa não tenho
nenhuma sobre esta incontrolável emoção
Ninguém pode realmente prever o futuro
E nem você mandar em seu coração...


(Flavia Alves)



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Cirandas



(pintura de Alexandra Levasseur)


Cirandas de palavras, de atitudes, de sonhos e de emoções
Respirar torna-se tarefa estranha, quando emerge o espanto inevitável
Espelho de tantas jornadas, ecos de vidas passadas, mãos atadas...
Sons esquecidos, memórias fragmentadas, informações incompletas
Castigo será esta consciência? Ou é destino descobrir e saber?
Enlaces diáfanos e breves, desejo e estranheza, confusos sentir e querer...
Reflexão necessária... O não-racionalizar. O que devo fazer com o amar?


(Flavia Alves)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Mergulho



Não adianta. Não sei viver de outra forma...
Mergulho.
Tenho medo, mas a coragem é maior e eu o enfrento.
E me entrego.

"Não é fácil nadar no mar.
Mesmo que você seja capaz de atravessar as ondas, o que haverá além delas?
Todos os tipos de criaturas; peixes grandes e pequenos.
Seus próprios pensamentos e traços indesejáveis de personalidade.
Coisas velhas que aparecem na frente de você.
Se isso acontecer, não fique afetado ou distraído com elas.
Tenha coragem.
Vá além de tudo isso ao praticar a consciência de ser uma alma.
A medida que você mergulha fundo, maravilhas são encontradas."

(Brahma Kumaris)

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Foto: Mahafsoun (Devianart)


Nostalgia


Mais uma noite sozinha com o meu silêncio
Escuto músicas e mantras, danço, canto...
As águas caem incessantes na noite escura e fria
Sentimentos afloram, maltratam, nostalgia
Procuro aquecer meu corpo, mas a alma reclama
Os cobertores não impedem o emergir de sua lembrança.

(Flavia Alves)

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Esta poesia foi escrita em abril de 2013