terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Escolhas




A vida é feita de escolhas... Estamos diante de encruzilhadas o tempo todo. E escolhemos os nossos caminhos e assim, trilhamos as nossas jornadas.

O ponto é: Podemos mudar de ideia? Sim, podemos. Podemos inclusive rever decisões, voltar atrás e escolher outros rumos.

A complicação aparece na verdade incontestável que não somos e nem estamos sós. Somos seres sociais... Nossas vidas estão interligadas com as vidas das pessoas que nos rodeiam, dos seres que amamos e dos que nem mesmo conhecemos. Tudo está conectado. Todos estamos.

Lidar com o fato da imprevisibilidade do outro é complicado. Não temos telepatia (ainda) e sinto que o diálogo e a sinceridade são essenciais para que possamos construir pontes e superar os abismos aparentes e ilusórios.

Ou, em último caso, podemos tentar saltar estes espaços, arriscando nossas certezas não tão imutáveis assim...

E quem sabe, sermos mais plenos e felizes.





domingo, 10 de fevereiro de 2013

Palavras de Drummond


"Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."

(Carlos Drummond de Andrade)