quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Conversando com Poliana...





Hoje escrevi muito, conversando com uma amiga muito querida... Decidi postar no blog a nossa conversa, pois nela está um resumo de minhas crenças pessoais...

Texto da Poli:
...você pode comentar comigo algo sobre isso? ..."Dois planos de percepção da realidade: Se, no plano e no nível de nossos cinco sentidos, o mundo da dualidade é percebido como real, esta realidade desaparece no plano da microfísica; o eu e o outro, o eu e o objeto - compreendendo o mundo inanimado - fazem parte, na realidade, de uma mesma energia; tudo indica que essa energia tem uma fonte única. Cabe aqui uma comparação budista. Há as ondas e o mar; nós somos as ondas; cada um de nós é uma onda que olha para outra onda; resulta disso a ilusão de sermos separados uns dos outros; as ondas nascem, existem e morrem; elas voltam ao mar, Assim, nossa percepção da dualidade e da multiplicidade da vida quotidiana é, no plano da microfísica, uma ilusão." Pierre Weil.


Minha resposta:

Eu não tenho uma religião definida, mas acredito em algo maior, acredito em um todo que originou o Universo e cada ser vivo na Terra. Gosto demais do budismo e de sua filosofia... Somos UM? Sim, somos o mar. Temos ligações com cada ser neste planeta, com cada árvore, cada animal, cada floco de neve, com o vento que passa e com o brilho do sol nas águas.
Toda a matéria que existe no sistema solar, em nosso planeta Terra, se originou do nosso Sol, que por sua vez teve seu nascimento na origem da via láctea. Muitas transformações não mudam o fato que TODA a matéria do nosso planeta, desde os nossos corpos até um simples copo plástico, teve origem na poeira das estrelas... Na mesma matéria que formou nosso sol e todo o sistema solar. Somos, todos, filhos das estrelas... Mesmo nossas criações humanas, como objetos de uso cotidiano, nosso lixo, nossa mais bela criação como uma pintura... Tudo, todos nós, temos a mesma origem e, fisicamente, teremos o mesmo destino: O retorno à origem.

Eu acredito em reencarnação, e acredito que temos um centro de consciência (não é o nosso ego)... Nisso eu me afasto do budismo. Acredito nesta unidade, pois tive experiências de recordações de vidas passadas, assim como pude estar com o meu avô e vê-lo, acordada e lúcida, após sua morte. Já tive visões, sonhos que aconteceram e outros eventos que me provaram que existe vida além da morte... E acredito, por tudo isso, que a morte é apenas uma transformação de estado. Deixamos de lado este corpo físico (que nos é emprestado da matéria do Universo) e voltamos a ser quem somos de fato... Ou melhor, jamais deixamos de ser. O que acontece é que nossos corpos ainda são muito brutos, muito grosseiros, impedem que alcancemos nossos verdadeiros potenciais, nos limitam aos cinco sentidos e como nossa sociedade ainda é muito atrasada (acredito em vida extraterrestre), acabamos limitados por nossas culturas, nossas supertições, nossas crenças ou falta delas.

Outra coisa que eu acredito é o destino. Meu avô tinha uma metáfora muito perfeita para isso... Ele dizia que nossas vidas na Terra são dádivas e são oportunidades de crescimento espiritual. E que algumas coisas escolhemos, e outras não podemos escolher. Eu não curto muito literalmente o espiritismo Kardecista porque em geral, ele é uma bela justificativa para as diferenças sociais e grandes injustiças do capitalismo... Mas algumas de suas afirmações, aos meus olhos, são muito verdadeiras. Vamos à metáfora: A vida na Terra é como se você ganhasse um apartamento novo. Tem as paredes e as janelas (destino), que você não poderá alterar... Porém, toda a decoração, os móveis, os livros, o zelo... serão de sua responsabilidade. ;)
Outra coisa que me prova que existe a reencarnação é o fato de existirem laços profundos e inexplicáveis entre pessoas que acabaram de se conhecer (e isso existe!). Ainda falando de meu avô, ele contava uma história fantástica! Um dia, ele andando pelo centro do Rio, ainda em sua mocidade, encontrou um homem cujo rosto era familiar. Os dois se cumprimentaram e foram tomar um café juntos. Conversaram durante horas! Até que, quando estavam se despedindo, perguntaram (sem jeito) o nome um do outro. Então começaram a buscar em suas memórias de onde podiam ter se conhecido... E ambos ficaram surpresos com as evidências: NÃO tinham se conhecido nesta vida. Mas se tornaram amigos. :D

Uma boa metáfora para a minha crença pessoal (vc vai achar graça), mas é a "Força", dos filmes de Star Wars. Somos a força, somos energia. TUDO é energia. Esta energia maior nos mantém a vida, mantém nossos corpos, está dentro de nós e ao nosso redor... Está em cada pedra, cada árvore, cada ser vivo. Está em nossas histórias de vidas e em nosso futuro. Somos UM, e ao mesmo tempo somos únicos.

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