sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

There is no try.


Do, or do not. There is no try.
(Yoda)


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Este caminho tem coração?


Carlos Catañeda escreveu em um de seus livros, as palavras de Don Juan:

“… Tudo é um entre um milhão de caminhos. Portanto, você deve sempre manter em mente que um caminho não é mais do que um caminho; se achar que não deve seguí-lo, não deve permanecer nele, sob nenhuma circunstância. Para ter uma clareza dessas, é preciso levar uma vida disciplinada. Só então você saberá que qualquer caminho não passa de um caminho, e não há afronta, para si nem para os outros, em largá-lo se é isso que o seu coração lhe manda fazer.

Mas sua decisão de continuar no caminho ou largá-lo deve ser isenta de medo e de ambição. Eu lhe aviso. Olhe bem para cada caminho, e com propósito. Experimente-o tantas vezes quanto achar necessário. Depois, pergunte-se, e só a si, uma coisa. Essa pergunta é uma que só os muito velhos fazem. Dir-lhe-ei qual é: esse caminho tem coração?

Todos os caminhos são os mesmos; não conduzem a lugar algum. São caminhos que atravessam o mato, ou que entram no mato. Em minha vida posso dizer que já passei por caminhos compridos, mas não estou em lugar algum. A pergunta de meu benfeitor agora tem um significado. Esse caminho tem um coração? Se tiver, o caminho é bom; se não tiver, não presta. Ambos os caminhos não conduzem a parte alguma; mas um tem coração e o outro não. Um torna a viagem alegre; enquanto você o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer a sua vida. Um o torna forte, o outro o enfraquece.”

Então. O caminho que você escolheu para sua vida, tem um coração? O seu coração?

“Nós não nos damos conta de que podemos cortar qualquer coisa de nossas vidas, a qualquer momento, num piscar de olhos”.

(Carlos Castañeda em "Viagem a Ixtlan")



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Encruzilhada


Algumas vezes em nossas vidas, nos deparamos com encruzilhadas.

O que acontece com nossos corações, ao sabermos que certas decisões nos guiarão por caminhos sem retorno? Que estas escolhas são difíceis e são definitivas?

Já não sou nenhuma criança e as opções que tenho diante de mim, transtornam meu coração e a tulmutuam a minha mente. Razão e emoção em conflito total... Devo permanecer no caminho que sigo, ou devo tomar outro rumo?

Jamais me senti tão dividida como agora. Uma parte de mim quer ir até o final... Outra parte, cansada, quer novos ares, ares que tragam alento da opressão vigente em minha vida. Uma parte de mim, delira, e pensa que tem todo tempo do mundo para transformar o mundo... Outra parte sabe que não... E olha, e vê, e chora.

"Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?"

(trecho da música "Traduzir-se", do Fagner)

Não é uma simples divisão de partes iguais, mente e coração. O coração está dividido também, revoltado, reclama e chora dos tímidos passos que penso em arriscar. E olho, vejo, sinto. Minha alma se contorce em dúvidas... "Deveria ser mais simples na sua idade", digo para o espelho. "Nunca é fácil abrir mão dos sonhos", respondo para mim mesma.

Sim... Escolher um caminho agora, significa diretamente abrir mão de sonhos... E o pior, sonhos que não sonhei sozinha. Sonhei coletivamente, com amigos e irmãos ao longo desta jornada na Terra.

Será medo de decepcioná-los? Será medo de falhar? Ou será que o medo está no caminho íngreme e árduo à minha direita? O caminho do lado esquerdo parece mais fácil e mais suave? Será que estou inventando coisas para mim mesma?

Fecho os olhos com força e respiro fundo. Minha decisão precisa ser tomada em definitivo e os minutos se transformam em horas, e as horas, em dias... Meu tempo está acabando.