terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Minha caixa de Pandora


Já há algum tempo, meus pensamentos e emoções estão flutuando em ondas, num movimento contínuo entre tudo o que já vivi e os caminhos que se abrem e entrelaçam diante dos olhos de cada um de nós. Oscilo entre tristeza e alegria, entre esperança e desespero, entre segurança e medo, entre rancor e perdão, entre raiva e amor.

Claro que eu sei que todas as emoções sempre estão dentro de nós, fazem parte de nossa humanidade, de nossa herança espiritual e de nossas histórias. Mas nas últimas semanas, tenho percebido estas variações com mais clareza. O que me segura? Minha eterna esperança. Minha caixa de Pandora pessoal... Meu coração.

Eu sempre tive tendência a ser uma otimista incorrigível (sério, algumas vezes nem eu me aguento). Segundo meu pai, isto é característica de todos os taurinos. Não sei. Mas sou otimista e isso é um fato. Mesmo nas situações mais terríveis que vivi (ou sobrevivi), procurei tirar lições e crescer. Um de meus melhores amigos me disse certa vez que eu poderia ser amarga (experiências desta vida), mas optei por não ser. É. Ele está certo... Opção. Escolha.

E as situações da vida que estão além de nossos alcances? Por exemplo, eu tive tanta esperança que a Guaya e a Quita fossem adotadas antes do natal... Pensei, "ah, as pessoas ficam mais emotivas nesta época do ano". Mas não aconteceu. Então um sentimento de agonia aperta meu peito e minha garganta, ao pensar que não tenho condições de abrigá-las, de transformar imediatamente suas realidades e que talvez, quando aparecer finalmente alguém, possa ser simplesmente tarde demais.

Não compreendo porque os animais são tratados das formas como são. Não consigo compreender. Tento voltar para meu antigo olhar, para tentar entender o mecanismo limitado da escuridão da caverna, mas não consigo. Não compreendo como é possível que uma pessoa tenha coragem de abandonar um animal... Ou passar indiferente ao seu lado nas ruas... Ou não fazer a conexão que existe entre todos os filhos da Terra.

Lágrimas...

Um dia em especial na semana passada eu chorei tanto. Pelos seres amados que se foram, pela cegueira da humanidade, pelos irmãos animais que sofrem, por saber tanto e por não saber nada. Nada fazia cessar minhas lágrimas, nem uma fruta doce, nem um banho morno, nem uma música elevada. Chorei até me cansar, e depois? Abri novamente minha caixa pessoal.

Esperança... otimismo.

Me agarro à estes sentimentos com todas as minhas forças para encarar o futuro de frente, sabendo que ele chega muito mais rápido do que podemos acreditar... E que a VIDA continua a ser bela, breve e única. Única até mesmo para a imortalidade do espírito.

Minha maior esperança para 2011? Que o Despertar possa prosseguir. Que os exemplos possam ser seguidos... Que os filhos da Terra se unam definitivamente em amor e respeito uns pelos outros.

Transformação.

Libertação.

Paz... Luz... Amor.

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