sábado, 17 de dezembro de 2011

Direitos animais e não-humanos domesticados - Gary Francione


© 2007 Gary L. Francione
gfrancione@kinoy.rutgers.edu

Tradução autorizada: Regina Rheda
regina.rheda@yahoo.com.br


Texto do Blog de Gary L. Francione
10 de janeiro de 2007

Um aspecto da minha teoria dos direitos animais, conforme articulada no livro Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog? e outros lugares, que intriga alguns ativistas, é que, se aceitarmos a posição dos direitos animais, não devemos trazer à existência mais nenhum animal domesticado. Aplico isso não apenas aos animais que usamos para comida, experimentação, vestuário, etc., mas também aos nossos companheiros não-humanos.

Eu certamente entendo que se você adotar a abordagem bem-estarista, que diz que o uso dos não-humanos é moralmente aceitável contanto que você os trate "humanitariamente", e cuja meta éregulamentar melhor o uso de animais, você vai rejeitar meu ponto de vista. Mas se você, como eu, enxergar que o principal problema da exploração dos animais é o fato de os usarmos, independentemente de esse uso ser "humanitário" ou não, e achar que a meta é a abolição da exploração dos animais, então não está claro, para mim, o porquê da sua dificuldade quanto a essa posição.

A lógica é simples. Tratamos os animais como nossa propriedade, como recursos que podemos usar para nossos propósitos. Trazemos bilhões deles à existência com o único fim de usá-los e matá-los. Criamos esses animais para dependerem de nós para sua sobrevivência.

A posição central da minha teoria de direitos é que não temos nenhuma justificativa para tratar os animais como nossa propriedade, assim como não tivemos nenhuma justificativa para tratar outros humanos como escravos. Abolimos a escravidão humana na maior parte do mundo; similarmente, devemos abolir a escravidão animal.

Mas o que isso significa no contexto dos não-humanos? Será que deveríamos "libertar" os animais e deixá-los perambular livremente pelas ruas? Não, claro que não. Isso seria tão irresponsável quanto deixar crianças pequenas perambular por aí. Devemos, certamente, cuidar dos não-humanos que já trouxemos à existência, mas também devemos parar de fazer com que outros venham a existir. Não temos nenhuma justificativa para usar não-humanos-não importa quão "humanitariamente" os tratemos.

Há duas objeções que escutei em relação a este ponto de vista.

Primeiro, há a preocupação de que vamos perder "diversidade" se não tivermos mais esses não-humanos domesticados.

Mesmo se a continuidade da domesticação fosse necessária para a diversidade biológica, isso não significaria que ela seja moralmente aceitável. Nós não temos, entretanto, de tratar deste problema. Não há nada de "natural" a respeito dos animais domesticados. Eles são seres que criamos por meio do cruzamento seletivo e do confinamento. No caso de eles terem parentes não-domesticados vivendo na natureza, devemos por certo procurar proteger aqueles não-humanos, principalmente pelo interesse deles próprios e, em segundo lugar, para fins de diversidade biológica. Mas a nossa proteção dos animais domesticados que existem no presente não é necessária para qualquer tipo de diversidade biológica.

Segundo, e com mais freqüência, os defensores dos animais expressam uma dificuldade quanto ao meu ponto de vista sobre domesticação porque eles apontam para o fato de que muitos de nós vivemos com não-humanos e os tratamos como membros da nossa família. Esse arranjo, argumentam eles, deve por certo ser moralmente aceitável.

No que diz respeito a animais de companhia, alguns de nós os tratam como membros da família e outros de nós, não. Mas, seja como for que tratemos nossos cães, gatos, etc., no que diz respeito à lei eles são propriedade.

Se você encarar seu cachorro como um membro da sua família e o tratar bem, a lei protegerá sua decisão da mesma forma que protegerá sua decisão de trocar o óleo de seu carro a cada 1.600 km - o cachorro e o carro são sua propriedade e, se você quiser conferir um valor maior à sua propriedade, a lei protegerá sua decisão. Mas se você quiser conferir um valor menor à sua propriedade e, por exemplo, quiser ter um cão de guarda sempre acorrentado no quintal, a quem você forneça um mínimo de comida, água e teto - e nenhuma companhia ou afeto - a lei protegerá essa decisão também.

A realidade é que, nos Estados Unidos, a maioria dos cães e gatos não acaba morrendo de velhice em lares repletos de amor. A maioria tem lares por um período relativamente curto, antes de ser transferida para outro dono, levada a um abrigo, descartada, ou levada a um veterinário para ser morta.

Não importa se caracterizarmos um dono como um "guardião", conforme pedem alguns defensores. Essa caracterização não faz sentido. Aqueles de nós que vivem com animais de companhia são donos, no tocante à lei, e têm o direito legal de tratar seus animais como bem entenderem, com poucas limitações. As leis contra crueldade e maus-tratos não se aplicam sequer à vasta maioria das instâncias em que humanos infligem tratamento cruel a não-humanos.

Mas, respondem esses defensores, nós poderíamos, ao menos em teoria, ter uma relação diferente e moralmente aceitável com os não-humanos. E se abolíssemos a condição de propriedade dos animais e exigíssemos que cães e gatos fossem tratados de forma similar ao modo como tratamos crianças humanas? E se os humanos que vivem com cães não pudessem mais tratá-los instrumentalmente (por exemplo, como cães de guarda, cães ou gatos de exposição, etc.), mas tivessem de tratá-los como membros da família? E se os humanos não pudessem matar companheiros não-humanos, exceto em instâncias em que pelo menos alguns de nós encaramos como aceitável permitir o suicídio assistido no contexto humano? (Por exemplo, quando o humano tiver uma doença incurável e estiver com imensa dor, etc.). Então, seria aceitável continuar a criar não-humanos para serem nossos companheiros?

A resposta é não.

Sem levar em conta que seria impossível, na prática, desenvolver padrões gerais para o que constituiria tratar não-humanos como "membros da família" e resolver todos os problemas relacionados a isso, essa posição não reconhece que a domesticação em si suscita sérios problemas morais, independentemente decomo os não-humanos envolvidos são tratados.

Animais domésticos são dependentes de nós quanto a terem comida ou não, e quando; terem água para beber ou não; onde e quando fazer as necessidades; quando dormir; fazer algum exercício ou não; etc. Diferentemente de crianças humanas, que, exceto em casos incomuns, se tornarão membros independentes e funcionais da sociedade humana, os animais domésticos não são nem parte do mundo não-humano nem totalmente parte do nosso mundo. Eles permanecem para sempre num submundo infernal de vulnerabilidade, dependentes de nós para tudo que lhes for relevante. Nós os criamos para serem complacentes e servis, ou para terem características que são, na realidade, prejudiciais a eles mas agradáveis para nós. Talvez os façamos felizes em um sentido, mas nossa relação com eles nunca pode ser "natural" ou "normal". Eles estão presos em nosso mundo; não pertencem a ele, independentemente de quão bem os tratemos.

Isso é mais ou menos verdadeiro em relação a todos os não-humanos domesticados. Eles estão perpetuamente dependentes de nós. Controlamos a vida deles para sempre. Eles são, de fato, "escravos animais". Podemos até ser "senhores" benevolentes, mas não somos, na verdade, nada mais do que isso. E isso não pode estar certo.

Minha parceira e eu vivemos com cinco cachorros salvos do abandono. Todos os cinco estariam mortos se não os tivéssemos adotado. Nós os amamos muito e nos esforçamos bastante para lhes proporcionar o melhor cuidado e o melhor tratamento. (E antes que alguém pergunte, todo os sete somos veganos!). Você provavelmente não acharia duas pessoas no planeta que gostem mais de viver com cachorros do que nós.

Mas, se só sobrassem uma cadela e um cão no universo e coubesse a nós dois decidir se lhes seria permitido se reproduzir para que pudéssemos continuar a conviver com cachorros, e mesmo se conseguíssemos garantir que todos os cachorros tivessem lares tão amorosos quanto aquele que lhes proporcionamos, não hesitaríamos um só segundo em dar um fim em toda a instituição da posse de "animais de estimação". Encaramos os cachorros que vivem conosco como refugiados e, embora gostemos de cuidar deles, está claro que os humanos não têm nada que continuar trazendo essas criaturas a um mundo onde elas simplesmente não se encaixam.

Alguns defensores pensam que "direitos animais" significa que os não-humanos têm um tipo de direito à reprodução e que, portanto, é errado esterilizar não-humanos. Se esse ponto de vista estiver correto, então nós estaremos moralmente comprometidos a permitir que todas as espécies domesticadas continuem a se reproduzir indefinidamente. Não podemos limitar esse "direito à reprodução" somente a cães e gatos. Além do mais, não faz sentido dizer que, no passado, agimos de forma imoral domesticando animais não-humanos mas, agora, estamos comprometidos a deixá-los continuar a se reproduzir. Cometemos um erro moral domesticando não-humanos, para começo de conversa; qual o sentido de perpetuar esse erro?

Em suma, posso entender que bem-estaristas, para quem o tratamento - e não o uso - é a principal questão moral, pensem que a domesticação e a continuidade do uso animal são aceitáveis contanto que tratemos os animais "humanitariamente". Mas não consigo entender por que qualquer pessoa que se considere abolicionista possa pensar que a continuidade da domesticação de quaisquer não-humanos possa ser justificada, independentemente de quão bem tratemos esses não-humanos - da mesma forma que não consigo entender como qualquer pessoa que se considere abolicionista possa ser qualquer coisa que não vegana.

O subtítulo de meu livro - Your Child or the Dog? [Seu filho ou o cachorro?] - a noção da criança e o cachorro na casa em chamas (ou no bote salva-vidas ou outro lugar desse tipo) visa dirigir nossa atenção para o fato de tentarmos resolver conflitos morais entre humanos e animais. Mas nós criamos esses conflitos, por exemplo, arrastando o animal para dentro da casa em chamas quando o trouxemos à existência como um recurso para nosso uso. Daí ficamos quebrando a cabeça para tentar resolver o conflito que nós mesmos criamos! Não faz o menor sentido.

Se levássemos os animais a sério, pararíamos de tratá-los como nossos recursos, como nossa propriedade. Mas isso significaria parar de trazer não-humanos à existência para os usarmos para comida, roupa, vivissecção, ou qualquer outro propósito, inclusive companhia.


Gary L. Francione - gfrancione@kinoy.rutgers.edu

Professor de Direito e Filosofia na Rutgers University, EUA. Conhecido internacionalmente por sua teoria de direitos animais abolicionista, é um crítico implacável das leis do bem-estar animal e da condição de propriedade dos não-humanos.

Conheça a teoria abolicionista de Gary Francione assistindo a 4 apresentações em tradução autorizada para o português: 1. Teoria dos direitos animais / 2. Animais como propriedade / 3. Direitos animais vs. bem-estar animal / 4. Direito Animal. Clique aqui.

Aviso: O professor Gary L. Francione não apóia, necessariamente, pontos de vista expressos nesta publicação, fora aqueles que ele defende em textos de sua própria autoria.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os dragões de Anne Mccaffrey


Para quem não conhece, recomendo os livros de Anne Mccaffrey... Ela criou um mundo fantástico: Pern. E todas as histórias que já li sobre o tema são fascinantes. Ficção da melhor qualidade.

Em português foram lançados na antiga série Argonauta:

* O Planeta dos Dragões (1, 2 e 3)
* O Dragão Branco (1 e 2)
* Moreta de Pern (1 e 2)

Mas os livros não se resumem à apenas estes. Espero algum dia ter acesso aos demais. ;)

Vale a observação que ela criou este mundo e a maioria dos seus livros, muito antes de "Eragon" ser publicado pela primeira vez. Aliás, o livro citado é uma mistura descarada de Tolkien e Anne Mccaffrey. :P



Anne Mccaffrey




Esta é Lessa. Minha personagem favorita da série. :)

E fica a dica de um site que reúne muitas informações sobre Pern:
http://www.pern.nl/

Boa leitura!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O essencial...

‎"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."

(Antoine de Saint-Exupéry)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A arte de viver nos tempos atuais - Palestra do Trigueirinho


Em um trecho desta palestra, o Trigueirinho fala sobre mães e filhos. Ele é um pouco duro nas palavras, mas sem dúvida era o que eu precisava escutar... Para despertar.

Não está sendo fácil. Nem um pouco.

Mas talvez seja uma das poucas vantagens de estarmos humanos: Nós sempre nos adaptamos quando é realmente necessário.


O amor permanece. Ele é e sempre será eterno.

* * *

Trecho da palestra:

"Enquanto você está considerando alguém TEU filho, você, mesmo que não queira, não vai passar de um egoísta. Desculpem as mães e os pais... Mas enquanto vocês pronunciarem estes termos: MEU filho, MINHA filha, vocês estão sendo egoístas. Ninguém é de vocês. Ninguém é meu. Ninguém é teu. Não existe isso.
Na realidade, todos nós vimos da mesma fonte.
E se você tem um filho, e não o aceita, você não tem outra coisa que fazer senão entregá-lo àquilo que o criou! Por que quem nos criou, não foi quem nos gerou. Quem nos criou não foi quem nos concebeu. O que nos criou está muito além desta Terra... O que nos criou está muito além deste Universo. Como você pode dizer que tem um filho que não aceita? Que filho que você TEM? De quem que você é dona? Isso, que veio à Luz através de você... Você chama isso de TEU filho? Por que, nós podemos prestar o serviço de possibilitar um corpo para uma alma, mas isso é um serviço, isso não é uma posse! Isso não é TEU! Se aquilo não viesse criado de lá, se aquilo não viesse estimulado do alto... Você não teria coisa nenhuma, você não teria coisa alguma no teu útero. Como pode dizer que é TEU filho? E ainda mais não aceitá-lo!
Eu sei que isso são coisas muito complicadas para um pessoa normal. Mas tem horas que a necessidade de LIBERTAÇÃO na pessoa é tão grande, que de repente pode haver um lapso e entrar uma luz na mente normal e a mente normal se iluminar.
Quer dizer... de fato! O que que eu tenho a ver com isso? Será que meu trabalho não terminou? Já foi gerado no meu útero, já foi posto fora, eu já amamentei, já alimentei, eu já ensinei a andar, já está andando, já está pensando, já está vivendo... O que eu estou fazendo aqui agora? O que que eu estou querendo prolongar além da conta? E sabe o que acontece na realidade? É que você fica... Você se prolongando. E ao invés de fazer uma experiência materna, e feita a experiência materna, dar os seus passos evolutivos por ter passado por aquela experiência materna, você continua 'mamãe' pelo resto da vida. Olha que beleza... (risadas da platéia)
Dar a luz a alguém e continuar 'mamãe' para sempre. Olha que evolução. É como aquelas rodas de carroça que eram quadradas.
(...)
Vocês vêem porque a Terra tem que estremecer? Porque a Terra tem que sacudir? Eu não estou falando da pessoa, heim? Estou falando da mentalidade. Estou falando da superstição, da ignorância. Não estou falando de pessoas."


terça-feira, 11 de outubro de 2011

As palavras de Aru Re

"- Apenas uma máquina! - gritou Paul, revoltando-se contra a impossível realidade. - És apenas uma máquina. Um monte de aço tão alto quanto o céu, enrolado em volta de um computador paranóico - Tentou dominar-se, mas não pôde reter os soluços - Mentiroso! Impostor! Maldito monte de lata!

- Sim, sou uma máquina - retorquiu a voz de Aru Re, na sua cabeça - mas sou maior do que a soma das minhas partes. Sou uma máquina que vive. Porque sou o guardião e o portador da semente, sou imortal. Sou maior do que os homens que me conceberam, ainda que eles também fossem grandes.

- Uma máquina! - balbuciou Paul, desesperado - Uma máquina maldita e inútil!

A voz não o deixava em paz:

- E que dizer de Paul Marlowe, viajante da Gloria Mundi, cidadão por condescendência de Baya Nor, Poul Mer Lo, o mestre? Não és uma máquina? Uma máquina de carne, osso e sonhos?"


(trecho do livro "Ave Marciana", de Edmund Cooper. O nome original é "A Far Sunset" e no livro, um dos momentos mais bonitos é quando Paul, o personagem principal, observa um pôr do sol... Que é na verdade a estrela Altair)

domingo, 11 de setembro de 2011

Zeitgeist Addendum


‎"A verdadeira revolução é a revolução da consciência."

(Zeistgeist Addendum)



Assistam e despertem!







quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Kali


Kali

"A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este fez o desespero de Durga com um maléfico poder: cada gota vertida de seu sangue se transformava em um outro demônio, similar a ele.

Durga e Shiva, ao tentarem matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue do demônio Raktabija, cortavam-lhe a cabeça e das gotas de sangue que daí vertiam, nasciam mais e mais demônios.

Já em desespero, Durga se torna Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue que vertia (daí representado pelo colar de cabeças, pela adaga e a língua de fora).

Assim, dizimou os demônios filhos (clones) de Raktabija.

Mas Kali não é uma deusa ou deus do mal pois, na verdade, o papel de
ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo.

Seus devotos são recompensados com poderes paranormais e com uma morte sem sofrimentos.

Kali é a destruidora do demônio Raktabija.

E também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva.

Ou segundo alguns, é um aspecto do próprio Deus Shiva.

A figura da deusa tem quatro braços, pele azul, os olhos ferozmente arregalados, os cabelos revoltos, a língua pendente, os lábios tintos de hena e bétele.

No pescoço traz um colar de cabeças humanas, e nos flancos uma faixa de mãos decepadas.

Sempre é representada em pé sobre o corpo caído do esposo Shiva.

Apesar da aparência malvada, Kali é só mal compreendida pelas pessoas.

Ela mostra o lado escuro da mulher e a verdadeira força feminina.

Kali a deusa da morte, é venerada na Índia como uma mãe."


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Amanhã...



Amanhã...

Amanhã fazem 23 anos sem você.
Sem seus olhos de mar,
sem sua voz de bossa nova,
sem seus cabelos de índio quase loiro.

Lembro de você cantando tantas canções...
Sua voz que emanava força e suavidade,
ecos dentro de meu coração,
ecos quase perdidos nas memórias.

Sua existência foi breve,
muito mais do que eu queria ou sonharia.
A saudade é eterna, não passa.
A vida sem você não é plena... É amputada.

Falta um pedaço, falta seu carinho, falta seu abraço.
Falta sua voz, seu conselho, sua sabedoria, seu olhar.
Falta um colo, falta o alento, falta uma bronca, falta sua atenção...

Ainda assim você está em mim.
Em meus gestos, em minhas escolhas, em meus caminhos, em minhas lágrimas.
Em meu reflexo, em minha pele, em meus cabelos, em minha filha...

Sigo sem você e com você.
E vivo com você e sem você.

As tempestades já não me assustam mais...
E seguro nas mãos uma rosa amarela para te representar
Enquanto a menina dentro de mim parece gritar: Mãe!



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

As águas de um rio


Impermanência.

Curioso como algumas vezes, em nossas vidas, temos um estalo e percebemos algo muito importante. Alguns chamam de "insight", meu pai disse que é o boneco de gergelim que fica pronto e salta do forno súbitamente... Eu chamo de despertar. Temos muitos deles ao londo dos muitos caminhos, mas alguns são avassaladores.

Meu último despertar que se assemelhava mais a um furacão foi em 2007, quando decidi me tornar vegana. Outros aconteceram, claro, muitas pequenas mudanças ao longo do caminhar. Hoje aconteceu outro. O pior é saber que trata-se de algo que estava dentro de mim... Eu já sabia de tudo. TUDO. Cada palara, cada consideração, cada verdade dolorosa bateu em minha face, me sacudindo violentamente.

Após encarar as verdades, chorei. Minhas lágrimas desceram amargas por tudo o que agora sei conscientemente. Me sinto como o tolo que dança na beira do precipício, ou como o homem enforcado que imobilizado assiste a vida ao redor.

Eu já sabia de tudo. E simplesmente não posso fazer nada.

E sento diante do rio de águas translúcidas que passa.

E as águas diante de mim se sucedem em velocidade estonteante...

E o rio não é mais o mesmo, assim como eu não sou mais a mesma.

Nada é eterno.

* * *

"Apenas contemplar o fato de que as coisas no fundo no fundo não nos pertencem e que não podemos alterar o fluxo dos acontecimentos, que um dia vamos morrer, que muitas e tantas vezes, nossos desejos e nossos apegos são nossos maiores inimigos traz um profundo sentimento de tranqüilidade, é quase como flutuar.

Se contemplarmos a impermanência em profundidade, paciência e compaixão irão aparecer. Iremos nos apegar menos à verdade aparente das nossas experiências e nossa mente se tornará mais flexível."

(texto Budista sobre a Impermanência)

sábado, 25 de junho de 2011

Earth Song



A mais linda... A mais triste de todas. A mensagem mais urgente.

Earth Song



Saudades, MJ...


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Reflexão do dia: Liberdade para os Golfinhos!


As estatísticas são deprimentes: 52% dos golfinhos que são violentamente capturados morrem em 90 dias. Sua vida em geral dura 45 anos mas golfinhos em cativeiro geralmente morrem nos primeiros dois anos de aprisionamento. A cada sete anos metade deles morrem de choque de captura, pneumonia, doença intestinal, úlceras, envenenamento com cloro e outras doenças relacionados ao estresse.

Em muitos tanques, a água é cheia de produtos químicos e bactéria, causando muitos problemas de saúde nos animais, inclusive cegueira.

Os golfinhos nadam em media 60 a 140 quilômetros por dia. Nas piscinas eles ficam girando em círculos. Na natureza, eles passam a metade do seu tempo caçando comida. Ao serem alimentados com peixes mortos, eles fazem menos exercício e tem menos estímulo mental, o que causa tédio.

Muitos parques marinhos submetem os animais à fome para que eles façam truques em troca de comida. Animais confinados que se auto-mutilam (por exemplo, batendo a cabeça contra paredes) estão buscando estímulo que seu ambiente não pode prover. Eles tendem a desenvolver comportamentos estereotipados (nadar em círculos com os olhos fechados e em silêncio) por causa do tédio do confinamento.

Cerca de 25 golfinhos nariz de garrafa que viviam livres nos oceanos se encontram presos nas Filipinas. Os golfinhos foram capturados nas águas das Ilhas Salomão e aguardam transferência para Resorts World, em Sentosa, Singapura, quando o local ficar pronto. Dois deles já morreram.

Ric O’Barry, o ex-treinador de golfinhos que agora dedica sua vida para acabar com a sua exploração, já se ofereceu para reabilitá-los de volta ao seu habitat natural.

Petição para libertar os golfinhos:

http://www.change.org/petitions/please-help-free-the-sentosa-25-from-resort-world-in-sentosa-singapore?utm_source=action_alert&utm_medium=email&alert_id=uutSkEsDpe_CFeoaIOoPx


Fonte: ANDA

http://www.anda.jor.br/2011/06/17/campanha-pede-libertacao-de-golfinhos-em-singapura/

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Escuridão e luz... Nem tão complementares assim.


Alguns dizem: "A ignorância é uma benção."

Mas fica a pergunta... Você, que despertou, gostaria de esquecer TUDO o que sabe e ainda está aprendendo, para simplesmente voltar para a escuridão da caverna?


-

Mito da Caverna (texto de Simone Nardi):





sexta-feira, 10 de junho de 2011

Terráqueos (Earthlings)


Não. Nós, seres humanos, NÃO PRECISAMOS de NENHUM tipo de carne para vivermos com saúde. ISSO é a verdade que a indústria da carne e os pecuaristas (e sua corja) querem esconder da população!

Procure a verdade! Se você está lendo estas palavras, a verdade sobre o holocausto animal está ao seu alcance:




terça-feira, 24 de maio de 2011

Mudando o foco do olhar


Sou (ou estou) humana, e algumas vezes bate o cansaço de olhar para o mundo como está... Especialmente quando focamos o olhar nos sucessivos erros da humanidade.


Daí é desesperador mesmo. Dá vontade de "dar o sinal", puxar a porcaria da cordinha... parar tudo, para descermos desta insanidade.


Então, nestas horas, precisamos RESPIRAR.


Precisamos simplesmente respirar... Pausadamente, devagar...

Talvez escutar um mantra. Mudar o foco do olhar.


Hoje, para me sentir renascer, meu olhar volta-se para uma imensa VITÓRIA do movimento dos direitos animais. Hoje é o começo de uma nova história para a cidade de Niterói. Hoje começa oficialmente o projeto "Segunda sem Carne". Vitória de meus irmãos, dos animais, do planeta, da Vida.


Parabéns irmãos, em especial meus mais sinceros parabéns para a minha irmãzinha Bia, que tanto inspira e ilumina, sendo guerreira como é... Pela Terra.


Hoje é dia de olharmos as VITÓRIAS. Porque esta, a de Niterói, é belíssima.


http://almadegolfinho.blogspot.com/2011/05/segunda-sem-carne-em-niteroi.html


Luz e paz, abolição. Para sempre.



segunda-feira, 28 de março de 2011

Vegetarianismo em pediatria - Dr Eric Slywitch


VEGETARIANISMO EM PEDIATRIA


Março 27, 2011

POR DR ERIC SLYWITCH

(Médico nutrólogo)

A dieta vegetariana pode ser seguida por crianças.

Esse texto foi publicado na Revista Diálogo Médico com o título: Vegetarianismo em Pediatria.


Vegetarianismo em Pediatria

Não existem mais dúvidas de que a dieta vegetariana (DV) bem planejada é adequada para crianças. A adequação dietética não depende do ato de comer ou não carne, mas sim da forma de elaborar a alimentação sem ela.

Pelo desconhecimento do que é ou deixa de ser uma DV (inclusive sobre a inclusão ou não de ovos, leite e derivados – que também podem fazer parte da dieta vegetariana), alguns profissionais cometem erros conceituais e interpretativos sobre ela.

Os bebês de mulheres vegetarianas apresentam peso ao nascer semelhante ao de filhos de mães não vegetarianas. O peso desses bebês também atinge os valores esperados para nascimento (O’Connell e cols 1989, Drake e cols 1989, Lakin e cols 1998).

Alguns estudos antigos encontraram crescimento insuficiente em crianças seguindo uma DV. Esse achado foi evidente quando a dieta era muito restrita, como no caso de crianças macrobióticas, que não são necessariamente vegetarianas (VanDusseldorp e col 1996). Esse problema se chama falta de alimentação e não vegetarianismo.
Diversos estudos demonstraram que a DV adotada por crianças ovolacto-vegetarianas promove crescimento semelhante ao das não vegetarianas (Hebbelinck e Clarys 2001, Sabate e col 1990, Nathan e col 1997).

As DVs, inclusive veganas, bem planejadas satisfazem as necessidades nutricionais de bebês, crianças e adolescentes e promovem o crescimento normal (Messina e Mangels 2001, Hebbelinck e Clarys 2001, Mangels e Messina 2001).

As diretrizes para introdução de alimentos sólidos, assim como para o uso de suplementos de ferro e vitamina D são as mesmas para bebês vegetarianos e não vegetarianos (Mangels e Messina 2001).

As crianças veganas podem ter necessidade protéica ligeiramente maior que as não veganas (como as ovolactovegetarianas e as onívoras) devido à diferença de digestibilidade e da composição de aminoácidos das proteínas vegetais, mas esta necessidade protéica é atendida quando a dieta contém calorias suficientes e uma pequena diversidade de alimentos vegetais (Millward 1999, Messina e Mangels 2001, Food and Nutrition Board 2002).

A ingestão média de proteínas das crianças vegetarianas (inclusive as veganas) costuma obedecer ou exceder às recomendações, embora as crianças vegetarianas possam consumir menos proteína que as não vegetarianas (Nathan e cols 1996, Sanders e Manning 1992).

As dietas vegetarianas na infância e na adolescência podem criar padrões alimentares saudáveis para a vida toda e apresentar algumas vantagens nutricionais importantes. Crianças e adolescentes vegetarianos apresentam menor ingestão de colesterol, gordura saturada e ingestão maior de frutas, verduras e fibras que os não vegetarianos (Perry e cols 2002, Sanders e Manning 1992, Fulton e Hutton 1980).

O ponto de maior atenção na dieta vegetariana é a vitamina B12, motivo de inúmeras publicações demonstrando deficiência em adultos e crianças. Dessa forma é recomendado uma fonte segura para crianças e gestantes, principalmente. Consideramos fontes seguras: ovos, leite e laticínios. A maioria dos vegetarianos utiliza esses alimentos. No caso dos veganos a suplementação é a via mais segura para garantir o suprimento dessa vitamina.

A American Dietetic Association (ADA) e Dietitians of Canada consideram que: “Dietas veganas e ovolactovegetarianas bem planejadas são adequadas a todos os estágios do ciclo vital, inclusive durante a gravidez e a lactação. Dietas veganas e ovolactovegetarianas adequadamente planejadas satisfazem as necessidades nutricionais de bebês, crianças e adolescentes e promovem o crescimento normal” (ADA 2003).

O vegetarianismo também é incentivado pela American Heart Association (AHA), Food and Drug Administration (FDA), College of Family and Consumer Sciences (University of Georgia) e já que estamos falando em pediatria, Kids Health (Nemours Foundation).

A American Dietetic Association e Dietitians of Canada são enfáticas em afirmar que os profissionais da área de nutrição têm o dever de apoiar e encorajar os que demonstram interesse em seguir uma dieta vegetariana.

Os alimentos utilizados para a obtenção dos nutrientes numa dieta vegana são muito mais diversificados do que os utilizados por onívoros (Christel e col, 2005). Isso demonstra que a dieta vegana (estrita) não é restrita.



Bibliografia

Messina V, Mangels AR. Considerations in planning vegan diets: Children. J Am Diet Assoc 2001;101:661-669.

Hebbelinck M, Clarys P. Physical growth and development of vegetarian children and adolescents. In: Sabate J, ed. Vegetarian Nutrition Boca Raton, Fl: CRC Press; 2001:173-193.

Mangels AR, Messina V. Considerations in planning vegan diets: infants. J Am Diet Assoc 2001;101:670-677

Perry CL, McGuire MT, Neumark-Sztainer D, Story M. Adolescent vegetarians. How well do their dietary patterns meet the Healthy People 2010 objectives? Arch Pediatr Adolesc Med 2002;156:431-437.

Sanders TAB, Manning J. The growth and development of vegan children. J Hum Nutr Diet 1992;5:11-21.

Fulton JR, Hutton CW, Stitt KR. Preschool vegetarian children. J Am Diet Assoc 1980;76:360-365.

Mangels AR, Messina V. Considerations in planning vegan diets: infants. J Am Diet Assoc 2001;101:670-677.

Hebbelinck M, Clarys P. Physical growth and development of vegetarian children and adolescents. In: Sabate J, ed. Vegetarian Nutrition Boca Raton, Fl: CRC Press; 2001:173-193.

Sabate J, Linsted KD, Harris RD, Johnston PK. Anthropometric parameters of school children with different life-styles. Am J Dis Child 1990;144:1159-1163.

Nathan I, Hackett AF, Kirby S. A longitudinal study of the growth of matched pairs of vegetarian and omnivorous children, aged 7-11 years, in the north-west of England. Eur J Clin Nutr 1997;51:20-25.

van Dusseldorp M, Arts ICW, Bergsma JS, De Jong N, Dagnelie PC, Van Staveren WA. Catch-up growth in children fed a macrobiotic diet in early childhood. J Nutr 1996;126:2977-2983.

Nathan I, Hackett AF, Kirby S. The dietary intake of a group of vegetarian children aged 7-11 years compared with matched omnivores. Br J Nutr 1996;75:533-544.

Sanders TAB, Manning J. The growth and development of vegan children. J Hum Nutr Diet 1992;5:11-21.

Millward DJ. The nutritional value of plant-based diets in relation to human amino acid and protein requirements. Proc Nutr Soc 1999;58:249-260.

Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids Washington, DC: National Academy Press; 2002.

Messina V, Mangels AR. Considerations in planning vegan diets: Children. J Am Diet Assoc 2001;101:661-669.
O’Connell JM, Dibley MJ, Sierra J, Wallace B, Marks JS, Yip R. Growth of vegetarian children. The Farm study. Pediatrics 1989;84:475-481.

Drake R, Reddy S, Davies J. Nutrient intake during pregnancy and pregnancy outcome of lacto-ovo-vegetarians, fish-eaters and non-vegetarians. Veg Nutr 1998;2:45-52.

Lakin V, Haggarty P, Abramovich DR. Dietary intake and tissue concentrations of fatty acids in omnivore, vegetarian, and diabetic pregnancy. Prost Leuk Ess Fatty Acids 1998;58:209-220.


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Links:

http://www.alimentacaosemcarne.com.br/

www.svb.org.br

www.vista-se.com.br



quinta-feira, 24 de março de 2011

Estrela Lilás


O silêncio claro do sol, o céu azul que amanhecia.
Seu nascimento mudou meu mundo, me transformou.
Fui preenchida por amor, por esperança e sonhos...

E cada etapa de sua vida, repleta de acertos e erros, alegrias e tristezas, momentos comuns e momentos inesquecíveis; me lapidaram, nos lapidaram.
Sou melhor porque você existe. Sei a pluralidade de cores e tons, e os múltiplos sentimentos que nos definem como humanos, nesta vida; em parte graças à sua vinda...

Obrigada, filha. Obrigada, amiga. Obrigada irmã, filha da Terra, ser tão lindo de alma lilás, repleta de luz amorosa.

Eu te amo, Fernanda... Para sempre.

Feliz Aniversário.


quinta-feira, 17 de março de 2011

A morte sem medo e sem culpa (palestra do Trigueirinho)

(foto tirada por mim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro)

Hoje quero divulgar uma palestra do Trigueirinho que fala sobre a morte. Muito interessante e de grande relevância nos dias em que vivemos...

"Saber devolver os corpos à Terra quando chega o momento de fazê-lo é uma arte. Se encararmos a morte com naturalidade, compreenderemos as leis que a transcendem."


Link:


Luz e paz, para todos.





sexta-feira, 4 de março de 2011

Três irmãs




As luzes do crepúsculo começavam a mesclar-se com a luminosidade trêmula das chamas das velas, que aos poucos, como sempre, eram acesas. O dia chegara ao fim e uma menina cuja idade poderia aproximar-se de nove ou dez primaveras corria pelo casarão da fazenda. Uma certa angústia apertava-lhe o peito e ela sabia exatamente o que sentia... Seu pai estava prestes à chegar e naquele instante a garota não tinha idéia de onde estariam suas duas irmãs.

Segurando um vestido longo que não chegava ao chão, ela passara por um corredor largo que tinha um chão de tábua corrida e escura. Perdera alguns minutos, talvez algumas horas, nas palavras e linhas escritas de um de seus livros favoritos e assim, acabara por perder a noção do tempo. Seu caminho cruzou com o de um dos escravos mais jovens que trabalhava acendendo as velas e os lampiões à óleo. Estava preocupada demais para conversar com seu amigo, então apenas fez um leve aceno com a cabeça.

Sua irmã do meio era muito travessa. Sorridente, alegre e repleta de energia, tinha como uma de suas brincadeiras favoritas o esconde-esconde, e tinha sido assim, provavelmente, que metera-se nos aposentos dos escravos pela primeira vez. A mais velha sempre dava um jeito do patriarca não ter conhecimento algum sobre as excursões que as três irmãs passaram a ter nos arredores do local. Sua irmã caçula, por sua vez, era a sua protegida... Pequenina e corajosa, servia de inspiração para as outras através de sua inocência.

A mais velha abriu a porta dupla do quarto que dividia com as irmãs e correu para a cama próxima da janela. Debruçando-se sobre a guarda que impedia a pequenina de cair, ao sonhar, sorriu ao ver a face alva de sua irmãzinha. Tocou-lhe de leve nos cachos dourados emolduravam o rosto amado e notou que ela estava sorrindo adormecida.

Ao sair apressada do aposento, quase esbarrou na escrava que era praticamente sua mãe, pois era ela quem criara as três meninas. Não conseguiu escutar a pergunta que lhe foi feita, e não respondeu, rindo sem jeito e quase perdendo o fôlego. Disparara na direção da cozinha! Precisava encontrar a irmã do meio e não tinha mais tempo para perguntas, para nada!

Ao chegar na entrada dos fundos do casarão ergueu os olhos e viu as primeiras estrelas do céu noturno. Uma vibração conhecida atraiu sua atenção e ela distinguiu os tambores ao longe... Talvez fosse dia de festa, talvez o jantar estivesse mais caprichado, talvez fosse apenas uma data importante para os homens e mulheres de pele escura como a noite.

Uma coisa era certa. Sua irmã, que amava dançar além de se esconder, estava com eles.



quinta-feira, 3 de março de 2011

A Terra primeiro

(clique na imagem para vê-la maior)


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Faça a Conexão!


Existe um vídeo na internet, que mostra cães e gatos sendo tratados como meros objetos, em gaiolas minúsculas, sem dignidade, sem direitos, sem carinho ou respeito. E, obviamente, este vídeo choca o mundo ocidental, provocando revolta e indignação.

É sem dúvida, um vídeo doloroso. Deixa o gosto das lágrimas em nossas almas. Ao assistirmos, nossas gargantas se apertam, pois sabemos que cães e gatos são seres maravilhosos: SENTEM, têm personalidades, são únicos.

Mas, deixo aqui, com imenso amor, uma observação: É necessário fazermos a CONEXÃO entre os filhos da Terra. Cães e gatos são sencientes... Mas outros seres também o são. Vacas e seus bezerros, porcos (uma das 4 espécies não-humanas mais inteligentes do planeta), galinhas, golfinhos (caçados brutalmente e assassinados por sua carne), peixes, cavalos, e tantos, tantos outros.

O homem é abusivo, destruidor, egoísta. É talvez uma das espécies mais jovens do planeta... Mas, caçula, acredita possuir tudo e ter o direito de decidir quem vive e quem morre. Extrai da Terra tudo o que quer, sem importar-se com o próprio futuro.

NÃO existe NENHUMA necessidade real de criarmos animais para alimentação, ou vestuário, ou entretenimento, ou testes laboratoriais. A verdade dolorosa, é que MILHÕES (e milhões) de animais não-humanos são mortos TODOS OS DIAS apenas para que se alimente uma indústria de prazer (seja o paladar, seja cosmético, seja entretenimento). O homem mata por matar.

Precisamos ter em nossas mentes e em nossos corações que os caminhos alternativos são belos, éticos e limpos de sangue. Plenos de amor.

Me recuso a escrever sobre o que poderia ser um aspecto cultural da cultura oriental em devorar cães, gatos, escorpiões, macacos e tudo o que se mova. "Cultura" não pode ser desculpa para crueldades, desinformação e ações que tragam sofrimento e dor à tantos seres. Se fosse, a antropofagia seria facilmente justificada entre tribos canibais. Onde está a ética?

Não precisamos compactuar com tantas mortes. Podemos e devemos romper com o sistema... E uma das formas mais eficientes é através da REVOLUÇÃO PESSOAL. Nossas transformações individuais são capazes de salvar vidas diáriamente. Nossas escolhas e nosso exemplo são capazes sim, de transformar o mundo.

Pela LIBERTAÇÃO ANIMAL.
Pela Terra.
Por todos os filhos da Terra.

Por amor. Que é a força mais sutil e a mais poderosa do Universo.


Faça a conexão.


Quer saber mais?

www.vista-se.com.br

www.vista-se.com.br/terraqueos

www.svb.org.br


Fica a sugestão: Procure saber mais sobre este conceito revolucionário (ideologia) que é o VEGANISMO.


* * *


Aqui está um dos links de um dos vídeos sobre o assunto (cenas fortes):

http://www.youtube.com/watch?v=apXs4eHWKy0



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ave marciana - A far sunset


Tive a idéia de recomendar alguns livros interessantes que li no decorrer da minha vida. E o primeiro que gostaria de indicar é "Ave marciana", encontrado hoje em dia apenas em alguns sebos.


"A ave Marciana (no original A Far Sunset), é um romance de ficção científica escrito por Edmund Cooper, e publicado pela Colecção Argonauta com o número 136. Nele, é narrada a viagem (interior e exterior) empreendida pelo psiquiatra e astronauta britânico Paul Marlowe. Ao final da mesma, como ocorre nas viagens realmente significativas, ele descobre não ser mais a mesma pessoa que havia partido quase um quarto de século antes, do terceiro planeta do Sol.

Em 2012, os povos da Terra assistem à partida quase simultânea de três naves interestelares: a estadunidense Mayflower, a soviética Outubro Vermelho e a européia Gloria Mundi. Esta última, destinava-se ao objetivo mais distante dentre as três: Altair, uma estrela 16 anos-luz distante do Sol. E é em Altair Cinco que os doze tripulantes da Gloria Mundi deparam-se com o que parece ser um bilhete premiado de loteria: um planeta não só habitável como habitado – e por vida humanóide inteligente, embora em nível pouco acima da Idade da Pedra. Contudo, ao pousar para confirmar in loco a boa sorte, os orgulhosos desbravadores do século XXI descobrem que todo seu poderio e conhecimento podem não ser suficientes para enfrentar o que o destino lhes reserva."

(dados e sinopse retirados da Wikipédia)


Este é um livro surpreendente. A narração é muito bem feita e agrada aos amantes da ficção científica de forma bastante plena. A história? Leia! Não vou contar aqui... ^^



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sobre a Felicidade


Seja Feliz.
É o único caminho para tornar-se sábio.



Reflexão do Osho sobre intelectualidade e sabedoria


"Nas mãos do coração, o intelecto torna-se inteligente.
É uma transformação, uma completa transformação de energia.
Então a pessoa não se torna um intelectual, torna-se simplesmente um sábio."

(Osho)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Superação: Sacudindo a poeira!

Sacudindo a poeira

"Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a ferir, mas não podia sair dali por conta própria.

Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel. Concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada. Também o poço já estava mesmo seco. Precisava ser tapado de alguma forma.

Portanto não vali a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-los a enterrar vivo o cavalo. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente. Porém para surpresa de todos o cavalo quietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.

O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caia sobre as costas o cavalo sacudia, dando um passo sobre essas mesmas terras que cai no chão.

Assim em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.


Moral da história:

A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro do poço.

O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima.

Podemos sair dos mais profundos buracos, se não dermos por vencidos.

Use a terra que te jogam para seguir adiante."


Recorde as 5 regras para ser feliz:

  1. Liberte o seu coração do ódio.
  2. Liberte sua mente de preocupações.
  3. Simplifique a sua vida.
  4. Dê mais e espere menos.
  5. Ame mais e aceite a terra que lhe jogam, pois ela pode ser a solução, não o problema.


"Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:

Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída."

(Gandhi)