sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Poeta, o Menino e as Estrelas do Mar


"Um poeta foi para sua casa de praia buscar inspiração para escrever um novo livro. Seu hábito era passear pela areia toda manhã e durante a tarde, escrevia.

Numa dessas caminhadas visualizou ao longe um menino que se abaixava, apanhava alguma coisa na areia e a arremessava ao mar.

Na noite anterior, havia tido uma tempestade na região e nas areias das praias havia centenas de Estrelas do Mar, que morreriam secas ao sol.

O poeta, intrigado, achegou-se ao menino e perguntou:

- O que fazes meu jovem?

- Estou jogando essas Estrelas do Mar de volta ao oceano para elas não morrerem na praia - respondeu o menino.

- Mas porque você faz isso se milhões de Estrelas do Mar estão morrendo nas areias nesse exato momento e não vai fazer nenhuma diferença você salvar uma, duas ou três delas?

O menino sorriu, abaixou-se e mostrou ao poeta uma Estrela nas palmas de suas mãos, e então respondeu, feliz:

- Para esta aqui, eu fiz toda a diferença! - e dizendo isso a arremessou nas límpidas águas.

A partir daquele momento, foi possível ver naquela praia um menino e um poeta arremessando as Estrelas de volta ao Mar."

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Imagine (John Lennon)

"Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day You'll join us
And the world will be as one..."


"Tudo o que um homem é capaz de imaginar, outro será capaz de realizar."
(Júlio Verne)

Somos filhos das Estrelas (ou parte delas)

Nos últimos dias tenho estudado um pouco mais sobre o Budismo de Nitiren Daishonin, e quanto mais eu estudo sobre o assunto, mais percebo o quanto estas veredas vêm de encontro ao que já acredito há tantos anos... Por exemplo, que o poder de transformar nossas vidas está DENTRO de nós.

Quantas pessoas conheço (inclusive eu) que procuram (ou procuravam) a harmonia e a felicidade no lado exterior? Em um outro ser (o ser amado, família, amigos), em uma profissão, em uma posição social, em objetos, em jóias, em animais de estimação, em um lugar, em ideologias, em uma postura filosófica, em religiões, em Deus (ou Deusa, ou Deuses)... Como demoramos a amadurecer e perceber que esta busca não apenas começa em nós mesmos; a busca É em nós mesmos!

Nós somos os nossos Deuses. Somos feitos da MESMA energia e da mesma matéria das Estrelas, das galáxias, do Universo. Todos nós... O nosso sol, os planetas ao redor, a Terra e cada um de seus muitos e incontáveis filhos. Somos UM e ao mesmo tempo temos nossa individualidade, que vida após vida vai sendo lapidada.

Existe um ditado bastante duro mas muito verdadeiro que diz: "Ou aprenderemos pelo amor, ou pela dor". Neste caso e isso se manifesta em nossas vidas (causa e efeito), o amor é algo muito abrangente, que traduz e reúne inúmeros sentimentos, emoções e energias. A dor é igualmente abrangente, reunindo inclusive sentimentos destrutivos como a ira e a vontade de vingar-se de algo ou alguém.

Somos tão multifacetados! Temos dentro de nós mesmos uma infinidade de possibilidades, de emoções, de contradições, de erros e de acertos. E o mais incrível é que, diariamente temos a LIBERDADE de ESCOLHERMOS o COMO iremos trilhar os nossos caminhos. Se acordamos mal, com dor de cabeça, porque não um banho onde se peça ajuda à água, para que esta leve a dor embora? Se tivemos pesadelos à noite, porque não escutarmos uma música suave, mudando deliberadamente nossas vibrações e o nosso "tom" diante do Universo?

Não estou afirmando que devemos simplesmente negar nossos aspectos sombrios. Devemos saber que eles estão e sempre estarão dentro de nós... Mas devemos saber que podemos ESCOLHER nossos caminhos. Sempre podemos escolher.

Cada dia é uma oportunidade de SERMOS melhores. De nos aprimorarmos... De crescermos.

Cada dia pode e deve ser encarado como uma dádiva do Universo, em nosso processo de aprendizado e lapidação.

Se somos diamantes brutos, quanto mais facetas polidas, mais refletiremos a luz. Mas se somos filhos das estrelas, quanto mais focarmos em energias positivas, mais força teremos e assim, mais iluminados seremos.

E neste processo é essencial, na minha opinião pessoal, que nós, seres humanos, possamos perceber que TODOS os filhos da Terra são igualmente filhos das estrelas. Cada animal não-humano, cada labareda de fogo, cada árvore, cada pedra, cada gota de água, cada lufada de vento... Todos somos um só.

O respeito à Natureza; a compaixão para com nossos irmãos, os animais não-humanos; a verdadeira fraternidade (traduzida muito bem por John Lennon em "Imagine") são ALICERCES para a verdadeira libertação e o verdadeiro crescimento.


"A revolução humana encontra-se na coragem em mudar aquilo que a mente teima em manter inalterável." (Daisaku Ikeda)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Subindo a montanha para esquecer a mesa


Neste momento, ao escrever estas palavras, escuto uma música que sempre faz minha alma silenciar... É a "Moonlight Sonata", do Beethoven. É uma música muito intensa e triste ao mesmo tempo. E ela traduz bem o que tenho sentido nos últimos dias... Tenho sentido uma necessidade quase palpável de silenciar um pouco o meu espírito. Como se, por alguma razão, eu precisasse entrar dentro de mim mesma e observar.

Ou, como diria Don Juan Matus, preciso subir a montanha e olhar para a minha mesa de longe.

Para quem não leu os livros de Carlos Castañeda, em um deles (Porta para o Infinito), Don Juan pede para seu discípulo carregar uma mesa de madeira nas costas enquanto eles atravessam um trecho do deserto (palco de muitas das narrativas dos livros). Naquele dia estava fazendo um sol muito forte e Castañeda sentia a cada passo o peso da mesa aumentar cada vez mais. Depois que eles chegaram na base de uma montanha, Don Juan disse que ele poderia deixar a mesa de lado... E pediu para Castañeda esvaziar os bolsos. O jovem antropólogo e aprendiz de feiticeiro obedeceu, cansado, suado, aborrecido e exausto. Tirou a carteira, os documentos, as chaves do carro e diversos pequenos objetos.

Então mestre e discípulo subiram a montanha sem pressa. O vento do deserto e a fonte que encontraram aplacaram o calor e o aborrecimento, à medida que os dois iam subindo. Carlos sentia-se grato por não precisar mais carregar a mesa de madeira nas costas e Don Juan, com sua agilidade, guiava seu aprendiz em silêncio.

Ao chegarem no alto, sentaram-se e miraram o horizonte. Viram os pássaros voando e a amplidão dos céus sobre eles... Sentiram o calor do sol e a força do vento... Carlos admirou-se com a visão e com a vista que tinham de todo o vale.

Foi quando Don Juan pediu para ele olhar para a mesa e para os objetos sobre ela. Castañeda esforçou-se, mas mal conseguia enxergar o móvel que tinha carregado por tantos quilômetros e que o aborrecera tanto. Era uma mesa muito pequena e sem importância alguma diante da paisagem e do mundo que se estendiam e entravam em seus olhos.

Muitas vezes agimos assim com nossos problemas. Carregamos uma mesa de madeira ou até metal, em nossas costas, sem a menor necessidade. Carregamos objetos desnecessários nos bolsos... Carregamos sentimentos ruins no coração. E isso retarda nossos passos, torna nossas jornadas mais lentas e os caminhos cansativos. Não temos a agilidade e a força necessárias para subir a montanha e olhar para o que importa.

Sei que, algumas vezes, somos "obrigados" a carregar mesas (empregos, locais para morarmos, etc). Mas devemos encarar isso como aprendizado e como opção, jamais devemos encarar como se nossas vidas dependessem da mesa ou dos muitos outros pesos que insistimos em carregar sem que ninguém nos tenha pedido isso.

E quando reflito sobre isso, penso na questão do desapego.

Sim, é algo que eu preciso trabalhar e lapidar dentro de mim mesma... E nem falo de objetos, nem livros, nada disso. Preciso aprender a me desapegar das pessoas. Não todas... Nem todas, mas algumas sim. E como isso é difícil.

desapego
de.sa.pe.go(ê) sm (des+apego)
1 Desafeição, desamor, indiferença.
2 Desinteresse.
3 Desprendimento.

O sentido necessário é o do desprendimento. Que caminha lado a lado com o respeito pelas opções de cada um.

Apesar de eu já ter dito que, se dependesse de mim, pegaria cada um dos seres amados pelas mãos e os arrancaria da caverna escura; esta é a minha vontade e não a minha prática.

Transmito o que eu aprendo, mas não serei insistente, nem chata... Por respeito. Não serei omissa, para que depois não seja acusada de não ter compartilhar tudo aquilo que eu aprendi.

Não serei omissa por amor. Mas não vou procurar as pessoas, mesmo as que amo, com a intenção de doutriná-las e nem mesmo de fazer proselitismo (coisa que detesto). Sei que o limite entre transmitir as informações e ser 'aparentemente' insistente, é muito tênue.

Estamos vivendo tempos bem complicados, de transformações muito sérias para a Terra e seus filhos. São mudanças há muito necessárias. E eu, por mais que queira, não poderei carregar os seres amados em meus braços... O caminhar é individual, apesar de todos sermos um.



"Nós não nos damos conta de que podemos cortar qualquer coisa de nossas vidas, a qualquer momento, num piscar de olhos".
(Carlos Castañeda em Viagem a Ixtlan)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sol, Vento, Fadas e Sabonetes!


Hoje fez um dia lindo... Sol e vento. Ontem mesmo eu estava conversando com a minha filha (as duas escutando música, dançando e cozinhando - tudo ao mesmo tempo) e resolvemos brincar de fazer listinhas no melhor estilo "Amelie Poulin" de coisas que gostamos e coisas que não gostamos no cotidiano de nossas vidas.

Eu gosto de sol e vento. Quanto mais forte o vento, mais eu gosto do dia de sol. Adoro cheiro de roupa de cama limpa, se tiver "cheiro de sol", melhor ainda. Mas, como moramos em apartamento, o "cheiro de sol" fica na memória... Na saudade. Para completar minha lista tríplice, fico bem dividida entre muitas coisas, mas, como a descrição precisa ser bem específica e eu adoro nadar tanto em mar, quanto em rios ou piscinas; fico com cafunés nos cabelos. AMO! ^^

Não vou listar as coisas que não gosto. Prefiro focar nos aspectos mais positivos da vida... Música; amor; livros; família; gatos; paz; RPG; banhos; vitamina de banana; música; sorrisos; ver filmes ao lado dos seres amados; aprender (sempre!); música; abraços; veganismo; ativismo; dançar; amigos; música; sonhos se tornando reais; incensos; ter a consciência livre e limpa; fazer minha parte todos os dias por um mundo melhor.

E por falar em um mundo melhor, a Patricia, fada-mor do Santuário das Fadas; disponibilizou fotos maravilhosas dos sabonetes veganos e dos sais do Kit Libertário em prol dos animais resgatados pelo Santuário. Fotos lindas, produtos éticos, causa nobre! Merece divulgação!!!

Luz e paz.


Os Kits Libertários, os sabonetes veganos e os sais já estão disponíveis para encomendas! Entre em contato com a Patricia Fittipaldi neste telefone: (021) 9606-3626.