quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Alma de Golfinho



















Após relutar durante alguns anos, decidi finalmente criar um blog. Não tenho grandes pretensões e nem espero que as pessoas se interessem pelos textos que vou escrever ou simplesmente publicar (não sou escritora, e até este momento de minha vida, não pretendo ser).

Apesar de não ter muita experiência com blogs, sou uma das pessoas responsáveis pelo Blog do MiAçãO, um grupo de amigos que visa ajudar gatos abandonados e protetores que cuidam destes gatos. Entretanto, ao representarmos um grupo, ficamos limitados às opiniões do grupo (mesmo que discordemos parcialmente, ou totalmente).

Quero meu canto, quero poder me expressar com liberdade sobre qualquer tipo de assunto: espiritualidade, política, cotidiano, história, meio-ambiente, cozinha, cinema, qualquer coisa! Um exemplo: Sou vegana e acredito, de coração, que o VEGANISMO não é apenas um caminho ético e libertário; eu sei (tenho certeza disso) que é "O" caminho de toda a humanidade, e será realidade em um futuro muito mais próximo do que a maioria das pessoas acredita.

Sobre isso aliás, eu sinto uma certa inquietação quando noto que algumas pessoas não se interessam pelo assunto, ou não querem se interessar (ou fingem não se interessar). De fato, é mais cômodo não saber, não escutar, não ler... Do que se ver diante do espelho, e ser obrigado pela própria consciência, a se transformar. O nervo exposto da coisa, como diria Rubem Alves, é o olhar. O 'querer ver' ou melhor, o 'não querer' ver. Não posso obrigar as pessoas que amo (e me importo) a encarar a realidade dos animais, do planeta Terra e até mesmo da humanidade.

Algumas vezes, admito, queria ter este poder. Queria segurar estas pessoas pela mão e dizer: "Venha, sente-se aqui. Eu assistirei contigo este documentário (Terráqueos, por exemplo). Eu te ensinarei como se alimentar. Conte comigo. Abra os olhos, não tenha medo... Isto é apenas a claridade. Esta é a realidade do lado de fora da caverna escura. Chore, e eu chorarei contigo... Cresça, e eu crescerei contigo. Aprenda! Pois sempre aprenderemos juntos."

E o que mais poderiam alegar? COMO contestariam imagens e sons? Diriam que as filmagens de "Terráqueos" são exceção na relação doentia entre os homens e os animais não-humanos? Que argumentação mais rasa! Eu recomendaria que a pessoa amada lesse mais, pesquisasse mais... As duras imagens deste documentário e de outros, como "A carne É fraca" (Instituto Nina Rosa), NÃO são exceção. São regra. Dói. Machuca. Mas abre os olhos... E eu estaria disposta a ser alicerce dos seres que amo e ainda dormem (ainda estão dentro da caverna escura).

Mas não é assim. A transformação é interior, ela acontece de dentro para fora... E alguns seres humanos ainda estão presos demais nas correntes que nos escravizam. Correntes que eles sequer sabem da existência. Correntes e escravidão que estão com os dias contados.

Enfim, estou me alongando demais e quase mudei de assunto. Pretendo falar sobre tudo neste meu pequeno espaço, mas sempre estarei orbitando em volta de um tema central, e eu gostaria que vocês percebessem o meu foco: LIBERTAÇÃO. Humana e não-humana.

Esta libertação, da Terra e de seus filhos, tem um único caminho: o AMOR. A ação pacífica, a não-violência, a compreensão e até mesmo a PAZ; são nada mais do que formas de amor... De amar.

Que possamos crescer, aprendendo sempre, transformando os caminhos e tornando realidade um futuro melhor.


* * *


O "Pensata Animal" publicou um artigo maravilhoso em dezembro de 2008, de autoria de Simone Nardi, que fala um pouco sobre isso. O nome do artigo é MITO DA CAVERNA: VERDADE X MENTIRA. Recomendo sua leitura!

Link para o artigo de Simone Nardi:
http://www.pensataanimal.net/index.php?option=com_content&view=article&id=120&Itemid=1

Um comentário:

  1. "Venha, sente-se aqui. Eu assistirei contigo este documentário (Terráqueos, por exemplo). Eu te ensinarei como se alimentar. Conte comigo. Abra os olhos, não tenha medo... Isto é apenas a claridade. Esta é a realidade do lado de fora da caverna escura. Chore, e eu chorarei contigo... Cresça, e eu crescerei contigo. Aprenda! Pois sempre aprenderemos juntos."


    Recentemente vi terráqueos na esperança de libertar um choro que tinha ficado preso. Consegui esse objetivo, mas fiquei carregando uma mágoa, a de não poder fazer isso que você descreveu com as pessoas que amo.

    Há muito tenho tentado desapegar de todos que eu amo e não querem se conscientizar. É doloroso, mas é muito mais doloroso ver meus amados irmãos humanos fazendo algo tão cruel com meus amados irmãos não-humanos e ainda caindo na hipocrisia de não querer ver.

    Minha fé em um mundo melhor me faz acreditar que essas pessoas ficarão pra trás. Mas entre escolher ficar com esses que amo e ver uma Terra feliz, livre, em harmonia, fico com a segunda opção... para isso o desapego.

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