quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre a felicidade...


"E eu, que me sinto bem com a vida, creio que para conhecer felicidade não há como as borboletas e as bolhas de sabão..."

(Friedrich Wilhelm Nietzsche)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Medo ou Amor... A escolha diária que todos temos.


"Todo o sistema em que vivemos, nos leva a acreditar que somos impotentes, fracos, que a nossa sociedade é horrível e má, fraudulenta repleta de crime, e por aí em diante... Isso tudo é uma mentira!

Nós somos poderosos, lindos e extraordinários. Não há razão para percebermos quem somos na realidade e para onde vamos. Não há nenhuma razão para qualquer indivíduo não ser realmente forte. Nós somos seres extraordinários.

(...)

É só uma escolha agora. Entre o medo e o amor. A Revolução é agora."

(Zeitgeist, O filme)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Poeta, o Menino e as Estrelas do Mar


"Um poeta foi para sua casa de praia buscar inspiração para escrever um novo livro. Seu hábito era passear pela areia toda manhã e durante a tarde, escrevia.

Numa dessas caminhadas visualizou ao longe um menino que se abaixava, apanhava alguma coisa na areia e a arremessava ao mar.

Na noite anterior, havia tido uma tempestade na região e nas areias das praias havia centenas de Estrelas do Mar, que morreriam secas ao sol.

O poeta, intrigado, achegou-se ao menino e perguntou:

- O que fazes meu jovem?

- Estou jogando essas Estrelas do Mar de volta ao oceano para elas não morrerem na praia - respondeu o menino.

- Mas porque você faz isso se milhões de Estrelas do Mar estão morrendo nas areias nesse exato momento e não vai fazer nenhuma diferença você salvar uma, duas ou três delas?

O menino sorriu, abaixou-se e mostrou ao poeta uma Estrela nas palmas de suas mãos, e então respondeu, feliz:

- Para esta aqui, eu fiz toda a diferença! - e dizendo isso a arremessou nas límpidas águas.

A partir daquele momento, foi possível ver naquela praia um menino e um poeta arremessando as Estrelas de volta ao Mar."

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Imagine (John Lennon)

"Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day You'll join us
And the world will be as one..."


"Tudo o que um homem é capaz de imaginar, outro será capaz de realizar."
(Júlio Verne)

Somos filhos das Estrelas (ou parte delas)

Nos últimos dias tenho estudado um pouco mais sobre o Budismo de Nitiren Daishonin, e quanto mais eu estudo sobre o assunto, mais percebo o quanto estas veredas vêm de encontro ao que já acredito há tantos anos... Por exemplo, que o poder de transformar nossas vidas está DENTRO de nós.

Quantas pessoas conheço (inclusive eu) que procuram (ou procuravam) a harmonia e a felicidade no lado exterior? Em um outro ser (o ser amado, família, amigos), em uma profissão, em uma posição social, em objetos, em jóias, em animais de estimação, em um lugar, em ideologias, em uma postura filosófica, em religiões, em Deus (ou Deusa, ou Deuses)... Como demoramos a amadurecer e perceber que esta busca não apenas começa em nós mesmos; a busca É em nós mesmos!

Nós somos os nossos Deuses. Somos feitos da MESMA energia e da mesma matéria das Estrelas, das galáxias, do Universo. Todos nós... O nosso sol, os planetas ao redor, a Terra e cada um de seus muitos e incontáveis filhos. Somos UM e ao mesmo tempo temos nossa individualidade, que vida após vida vai sendo lapidada.

Existe um ditado bastante duro mas muito verdadeiro que diz: "Ou aprenderemos pelo amor, ou pela dor". Neste caso e isso se manifesta em nossas vidas (causa e efeito), o amor é algo muito abrangente, que traduz e reúne inúmeros sentimentos, emoções e energias. A dor é igualmente abrangente, reunindo inclusive sentimentos destrutivos como a ira e a vontade de vingar-se de algo ou alguém.

Somos tão multifacetados! Temos dentro de nós mesmos uma infinidade de possibilidades, de emoções, de contradições, de erros e de acertos. E o mais incrível é que, diariamente temos a LIBERDADE de ESCOLHERMOS o COMO iremos trilhar os nossos caminhos. Se acordamos mal, com dor de cabeça, porque não um banho onde se peça ajuda à água, para que esta leve a dor embora? Se tivemos pesadelos à noite, porque não escutarmos uma música suave, mudando deliberadamente nossas vibrações e o nosso "tom" diante do Universo?

Não estou afirmando que devemos simplesmente negar nossos aspectos sombrios. Devemos saber que eles estão e sempre estarão dentro de nós... Mas devemos saber que podemos ESCOLHER nossos caminhos. Sempre podemos escolher.

Cada dia é uma oportunidade de SERMOS melhores. De nos aprimorarmos... De crescermos.

Cada dia pode e deve ser encarado como uma dádiva do Universo, em nosso processo de aprendizado e lapidação.

Se somos diamantes brutos, quanto mais facetas polidas, mais refletiremos a luz. Mas se somos filhos das estrelas, quanto mais focarmos em energias positivas, mais força teremos e assim, mais iluminados seremos.

E neste processo é essencial, na minha opinião pessoal, que nós, seres humanos, possamos perceber que TODOS os filhos da Terra são igualmente filhos das estrelas. Cada animal não-humano, cada labareda de fogo, cada árvore, cada pedra, cada gota de água, cada lufada de vento... Todos somos um só.

O respeito à Natureza; a compaixão para com nossos irmãos, os animais não-humanos; a verdadeira fraternidade (traduzida muito bem por John Lennon em "Imagine") são ALICERCES para a verdadeira libertação e o verdadeiro crescimento.


"A revolução humana encontra-se na coragem em mudar aquilo que a mente teima em manter inalterável." (Daisaku Ikeda)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Subindo a montanha para esquecer a mesa


Neste momento, ao escrever estas palavras, escuto uma música que sempre faz minha alma silenciar... É a "Moonlight Sonata", do Beethoven. É uma música muito intensa e triste ao mesmo tempo. E ela traduz bem o que tenho sentido nos últimos dias... Tenho sentido uma necessidade quase palpável de silenciar um pouco o meu espírito. Como se, por alguma razão, eu precisasse entrar dentro de mim mesma e observar.

Ou, como diria Don Juan Matus, preciso subir a montanha e olhar para a minha mesa de longe.

Para quem não leu os livros de Carlos Castañeda, em um deles (Porta para o Infinito), Don Juan pede para seu discípulo carregar uma mesa de madeira nas costas enquanto eles atravessam um trecho do deserto (palco de muitas das narrativas dos livros). Naquele dia estava fazendo um sol muito forte e Castañeda sentia a cada passo o peso da mesa aumentar cada vez mais. Depois que eles chegaram na base de uma montanha, Don Juan disse que ele poderia deixar a mesa de lado... E pediu para Castañeda esvaziar os bolsos. O jovem antropólogo e aprendiz de feiticeiro obedeceu, cansado, suado, aborrecido e exausto. Tirou a carteira, os documentos, as chaves do carro e diversos pequenos objetos.

Então mestre e discípulo subiram a montanha sem pressa. O vento do deserto e a fonte que encontraram aplacaram o calor e o aborrecimento, à medida que os dois iam subindo. Carlos sentia-se grato por não precisar mais carregar a mesa de madeira nas costas e Don Juan, com sua agilidade, guiava seu aprendiz em silêncio.

Ao chegarem no alto, sentaram-se e miraram o horizonte. Viram os pássaros voando e a amplidão dos céus sobre eles... Sentiram o calor do sol e a força do vento... Carlos admirou-se com a visão e com a vista que tinham de todo o vale.

Foi quando Don Juan pediu para ele olhar para a mesa e para os objetos sobre ela. Castañeda esforçou-se, mas mal conseguia enxergar o móvel que tinha carregado por tantos quilômetros e que o aborrecera tanto. Era uma mesa muito pequena e sem importância alguma diante da paisagem e do mundo que se estendiam e entravam em seus olhos.

Muitas vezes agimos assim com nossos problemas. Carregamos uma mesa de madeira ou até metal, em nossas costas, sem a menor necessidade. Carregamos objetos desnecessários nos bolsos... Carregamos sentimentos ruins no coração. E isso retarda nossos passos, torna nossas jornadas mais lentas e os caminhos cansativos. Não temos a agilidade e a força necessárias para subir a montanha e olhar para o que importa.

Sei que, algumas vezes, somos "obrigados" a carregar mesas (empregos, locais para morarmos, etc). Mas devemos encarar isso como aprendizado e como opção, jamais devemos encarar como se nossas vidas dependessem da mesa ou dos muitos outros pesos que insistimos em carregar sem que ninguém nos tenha pedido isso.

E quando reflito sobre isso, penso na questão do desapego.

Sim, é algo que eu preciso trabalhar e lapidar dentro de mim mesma... E nem falo de objetos, nem livros, nada disso. Preciso aprender a me desapegar das pessoas. Não todas... Nem todas, mas algumas sim. E como isso é difícil.

desapego
de.sa.pe.go(ê) sm (des+apego)
1 Desafeição, desamor, indiferença.
2 Desinteresse.
3 Desprendimento.

O sentido necessário é o do desprendimento. Que caminha lado a lado com o respeito pelas opções de cada um.

Apesar de eu já ter dito que, se dependesse de mim, pegaria cada um dos seres amados pelas mãos e os arrancaria da caverna escura; esta é a minha vontade e não a minha prática.

Transmito o que eu aprendo, mas não serei insistente, nem chata... Por respeito. Não serei omissa, para que depois não seja acusada de não ter compartilhar tudo aquilo que eu aprendi.

Não serei omissa por amor. Mas não vou procurar as pessoas, mesmo as que amo, com a intenção de doutriná-las e nem mesmo de fazer proselitismo (coisa que detesto). Sei que o limite entre transmitir as informações e ser 'aparentemente' insistente, é muito tênue.

Estamos vivendo tempos bem complicados, de transformações muito sérias para a Terra e seus filhos. São mudanças há muito necessárias. E eu, por mais que queira, não poderei carregar os seres amados em meus braços... O caminhar é individual, apesar de todos sermos um.



"Nós não nos damos conta de que podemos cortar qualquer coisa de nossas vidas, a qualquer momento, num piscar de olhos".
(Carlos Castañeda em Viagem a Ixtlan)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sol, Vento, Fadas e Sabonetes!


Hoje fez um dia lindo... Sol e vento. Ontem mesmo eu estava conversando com a minha filha (as duas escutando música, dançando e cozinhando - tudo ao mesmo tempo) e resolvemos brincar de fazer listinhas no melhor estilo "Amelie Poulin" de coisas que gostamos e coisas que não gostamos no cotidiano de nossas vidas.

Eu gosto de sol e vento. Quanto mais forte o vento, mais eu gosto do dia de sol. Adoro cheiro de roupa de cama limpa, se tiver "cheiro de sol", melhor ainda. Mas, como moramos em apartamento, o "cheiro de sol" fica na memória... Na saudade. Para completar minha lista tríplice, fico bem dividida entre muitas coisas, mas, como a descrição precisa ser bem específica e eu adoro nadar tanto em mar, quanto em rios ou piscinas; fico com cafunés nos cabelos. AMO! ^^

Não vou listar as coisas que não gosto. Prefiro focar nos aspectos mais positivos da vida... Música; amor; livros; família; gatos; paz; RPG; banhos; vitamina de banana; música; sorrisos; ver filmes ao lado dos seres amados; aprender (sempre!); música; abraços; veganismo; ativismo; dançar; amigos; música; sonhos se tornando reais; incensos; ter a consciência livre e limpa; fazer minha parte todos os dias por um mundo melhor.

E por falar em um mundo melhor, a Patricia, fada-mor do Santuário das Fadas; disponibilizou fotos maravilhosas dos sabonetes veganos e dos sais do Kit Libertário em prol dos animais resgatados pelo Santuário. Fotos lindas, produtos éticos, causa nobre! Merece divulgação!!!

Luz e paz.


Os Kits Libertários, os sabonetes veganos e os sais já estão disponíveis para encomendas! Entre em contato com a Patricia Fittipaldi neste telefone: (021) 9606-3626.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Seja a mudança que você quer ver no mundo!



















"É tarde demais para ser pessimista..."

TODA atitude, por menor que possa parecer, FAZ TODA A DIFERENÇA!

* Separe o lixo reciclável em sua casa e encaminhe para os locais corretos (entre em contato com a prefeitura de sua cidade e descubra esta informação - EXIJA coleta de lixo reciclável!).

* Torne-se vegetariano/vegano (ou pelo menos escolha algum dia da semana para não comer mais produtos de origem animal - um único dia por semana, salvará 12 vidas em um ano - caso opte pelo vegetarianismo, os números de vidas salvas são quase incalculáveis... Uns dizem que são 94 vidas, outros falam em 120 vidas salvas. Os números de vidas marinhas salvas serão imensuráveis).

* Troque as lâmpadas de sua casa por lâmpadas econômicas (todas).
* Economize energia elétrica.

* Diminua o tempo do seu banho (a água é preciosa).
* Economize água!

* Dê preferência aos transportes coletivos (metrô, ônibus) ou à bicicleta.

* Ajude grupos e ONGs que trabalham em prol do meio-ambiente e dos animais.

* ADOTE um animal abandonado (animais domésticos NÃO tem mais um habitat natural).

* Boicote os produtos testados em animais.
* Boicote empresas que fazem testes em animais!

* Boicote empresas que não se preocupam com o meio ambiente!!!

* Não compre roupas e objetos de couro, marfim ou outros materiais de origem animal.

* Dê preferência aos alimentos orgânicos e naturais.


E muitas, muitas outras maneiras... Pense em alguma!

JUNTOS escreveremos um futuro diferente, e melhor, para a Terra. Nosso planeta, nossa mãe e nosso LAR.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Santuário das Fadas



















O Santuário das Fadas é um santuário para animais resgatados de situações de maus-tratos, negligência, abandono, exploração, abuso e tráfico de animais.
Este local abençoado fica em Itaipava, Rio de Janeiro; e abriga animais dos mais diversos portes, como: aves, suínos, cães, gatos, coelhos, porquinhos da índia, cabras, eqüinos e bovinos. Em breve este trabalho maravilhoso contará com um site e estará aberto para visitação (programada e agendada).

Quem quiser ajudar agora (pois toda a ajuda é bem-vinda), pode entrar em contato direto com a Patricia Fittipaldi no telefone: (021) 9606-3626.
Ou pode fazer um depósito de qualquer valor na seguinte conta:
Banco Itaú
Agência: 0488
Conta-corrente nº 59501-8

Os primeiros produtos da lojinha do Santuário das Fadas já estão sendo oferecidos com muito carinho. São as "Latinhas Encantadas Libertárias", que além de lindas, são veganas!
Cada Kit custa apenas R$ 10,00 (dez reais) e contém: A latinha com a fotografia de um dos animais resgatados, um sabonete 100% vegano e sais de banho muito relaxantes (também veganos).


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que é Veganismo?














Falei sobre Veganismo e esqueci o óbvio: Nem todos sabem o que é. Coloco hoje um trecho de um dos textos do Gary Francione, que é, na minha opinião, uma das melhores definições do que é este caminho de LIBERTAÇÃO.


Afinal, o que é VEGANISMO?


O veganismo não é uma mera questão de dieta; é um compromisso moral e político com a abolição, no nível individual e não se estende só à comida, mas também à roupa, outros produtos, outras ações e escolhas pessoais. Ser veganos é aquilo que todos nós podemos fazer hoje — agora mesmo — para ajudar os animais. Não requer uma campanha cara, o envolvimento de uma grande organização, legislação, ou qualquer outra coisa além do nosso reconhecimento de que, se “direitos animais” tiver algum significado, é o de que não podemos justificar o consumo de carnes (incluindo pescado), laticínios, ovos e outros produtos de origem animal.

O veganismo reduz o sofrimento e a morte dos animais ao diminuir a demanda. Representa uma rejeição à condição de mercadoria dos não-humanos e o reconhecimento de seu valor inerente. O veganismo também é um compromisso com a não-violência; e o movimento pelos direitos animais deve ser um movimento de paz, deve rejeitar a violência contra todos os animais — não-humanos e humanos.

(Texto de Gary Francione)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Alma de Golfinho



















Após relutar durante alguns anos, decidi finalmente criar um blog. Não tenho grandes pretensões e nem espero que as pessoas se interessem pelos textos que vou escrever ou simplesmente publicar (não sou escritora, e até este momento de minha vida, não pretendo ser).

Apesar de não ter muita experiência com blogs, sou uma das pessoas responsáveis pelo Blog do MiAçãO, um grupo de amigos que visa ajudar gatos abandonados e protetores que cuidam destes gatos. Entretanto, ao representarmos um grupo, ficamos limitados às opiniões do grupo (mesmo que discordemos parcialmente, ou totalmente).

Quero meu canto, quero poder me expressar com liberdade sobre qualquer tipo de assunto: espiritualidade, política, cotidiano, história, meio-ambiente, cozinha, cinema, qualquer coisa! Um exemplo: Sou vegana e acredito, de coração, que o VEGANISMO não é apenas um caminho ético e libertário; eu sei (tenho certeza disso) que é "O" caminho de toda a humanidade, e será realidade em um futuro muito mais próximo do que a maioria das pessoas acredita.

Sobre isso aliás, eu sinto uma certa inquietação quando noto que algumas pessoas não se interessam pelo assunto, ou não querem se interessar (ou fingem não se interessar). De fato, é mais cômodo não saber, não escutar, não ler... Do que se ver diante do espelho, e ser obrigado pela própria consciência, a se transformar. O nervo exposto da coisa, como diria Rubem Alves, é o olhar. O 'querer ver' ou melhor, o 'não querer' ver. Não posso obrigar as pessoas que amo (e me importo) a encarar a realidade dos animais, do planeta Terra e até mesmo da humanidade.

Algumas vezes, admito, queria ter este poder. Queria segurar estas pessoas pela mão e dizer: "Venha, sente-se aqui. Eu assistirei contigo este documentário (Terráqueos, por exemplo). Eu te ensinarei como se alimentar. Conte comigo. Abra os olhos, não tenha medo... Isto é apenas a claridade. Esta é a realidade do lado de fora da caverna escura. Chore, e eu chorarei contigo... Cresça, e eu crescerei contigo. Aprenda! Pois sempre aprenderemos juntos."

E o que mais poderiam alegar? COMO contestariam imagens e sons? Diriam que as filmagens de "Terráqueos" são exceção na relação doentia entre os homens e os animais não-humanos? Que argumentação mais rasa! Eu recomendaria que a pessoa amada lesse mais, pesquisasse mais... As duras imagens deste documentário e de outros, como "A carne É fraca" (Instituto Nina Rosa), NÃO são exceção. São regra. Dói. Machuca. Mas abre os olhos... E eu estaria disposta a ser alicerce dos seres que amo e ainda dormem (ainda estão dentro da caverna escura).

Mas não é assim. A transformação é interior, ela acontece de dentro para fora... E alguns seres humanos ainda estão presos demais nas correntes que nos escravizam. Correntes que eles sequer sabem da existência. Correntes e escravidão que estão com os dias contados.

Enfim, estou me alongando demais e quase mudei de assunto. Pretendo falar sobre tudo neste meu pequeno espaço, mas sempre estarei orbitando em volta de um tema central, e eu gostaria que vocês percebessem o meu foco: LIBERTAÇÃO. Humana e não-humana.

Esta libertação, da Terra e de seus filhos, tem um único caminho: o AMOR. A ação pacífica, a não-violência, a compreensão e até mesmo a PAZ; são nada mais do que formas de amor... De amar.

Que possamos crescer, aprendendo sempre, transformando os caminhos e tornando realidade um futuro melhor.


* * *


O "Pensata Animal" publicou um artigo maravilhoso em dezembro de 2008, de autoria de Simone Nardi, que fala um pouco sobre isso. O nome do artigo é MITO DA CAVERNA: VERDADE X MENTIRA. Recomendo sua leitura!

Link para o artigo de Simone Nardi:
http://www.pensataanimal.net/index.php?option=com_content&view=article&id=120&Itemid=1

Conspiração Espiritual



















CONSPIRAÇÃO ESPIRITUAL

por Maria Helena Leite de Moraes

"Na superfície da Terra, exatamente agora, há guerra e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima.

É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta.

Vocês não vão nos assistir na TV, nem ler sobre nós nos jornais, nem ouvir nossas palavras nos rádios. Não buscamos a glória, não usamos uniformes, nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes, temos costumes e cores diferentes.

A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena,
em cada cultura do mundo, nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales, nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas.

Você talvez cruze conosco nas ruas e nem perceba... Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho.

De vez em quando nos encontramos pelas ruas. Trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho. Durante o dia muitos se disfarçam em seus empregos normais, mas à noite, por trás de nossas aparências, nosso verdadeiro trabalho se inicia.

Alguns nos chamam do Exército da Consciência. Lentamente estamos construindo um novo mundo com o poder de nossos corações e mentes, seguimos com alegria e paixão. Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central.

Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note: poemas, abraços, músicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e preces, danças, ativismo social, sites, blogs, atos de bondade... Ação silenciosa.

Expressamo-nos de uma forma única e pessoal, com nossos talentos e dons. Sendo a mudança que queremos ver no mundo, essa é a força que move nossos corações. Sabemos que essa é a única forma de conseguirmos realizar a transformação, sabemos que no silêncio e humildade temos o poder de todos os oceanos juntos. Nosso trabalho é lento e meticuloso, como a formação das montanhas.

O amor será a religião do século 21. Sem pré-requisitos de grau de educação, sem requisitar um conhecimento excepcional para sua compreensão, porque nasce da inteligência do coração, escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano.

Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por você. Nós estamos recrutando. Talvez você se junte a nós, ou talvez já tenha se unido. Todos são bem-vindos.

A porta está aberta."

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Primavera nos Dentes



"Quem tem consciência, para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra mola que resiste...

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes, segura a primavera!"

Esta música é de autoria dos "Secos e Molhados" e já tem quase quatro décadas.

Impressionante ver como algumas canções, algumas poesias, alguns livros; são simplesmente atemporais. Estamos vivendo tempos de grandes transformações... De conscientização e despertar da humanidade.

De fato, para abrirmos os olhos para a realidade, precisamos ter consciência. Para enfrentarmos a primeira grande transformação, que é interior, precisamos ter coragem! E a coragem continua sendo necessária para enfrentarmos a rotina, a sociedade, os costumes, a comodidade e tantas outras molas e engrenagens, que teimam em resistir às mudanças.

Somos seres de luz. É essencial que, sabendo disso, mesmo magoados ou machucados no processo de enfrentar as energias negativas e a oposição ao novo mundo que se estabelecerá; seguremos nossas primaveras nos dentes. Que façamos acontecer o florescer de uma nova era.

Muita paz para todos os guerreiros de luz, que são agentes na transformação da Terra.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O papagaio de papel dourado e o vento prateado



















Esta história é de Ray Bradbury, e encontra-se em um livro chamado:
"Os Frutos Dourados do Sol".



O papagaio de papel dourado e o vento prateado


"Há muitas centenas de anos atrás, em uma bela e próspera cidade chamada Leshan, pode ouvir-se o grito do mandarim assustado ecoando entre as casas e riachos do lugar.

- Na forma de um porco?
- Na forma
de um porco - disse o mensageiro, e partiu.
- Oh, que dia mau
de um ano mau - lamentou-se o mandarim - A cidade de Kwan-Si, do outro lado da colina, era tão pequena na minha infância. Agora cresceu tanto que finalmente estão construindo seus muros.
Uma voz feminina
de grande delicadeza perguntou:
- Mas porque seus muros, a três quilômetros daqui, fariam meu pai ficar tão triste e irado
de um momento para outro?
- Eles estão construindo os muros - disse o mandarim - na forma
de um porco! Percebeste? Os muros de nossa cidade tem a forma de uma laranja. O porco faminto vai nos devorar!
- Ah...
E os dois sentaram pensativos.

A vida no oriente é cheia
de símbolos e presságios. Nos tempos antigos isto era ainda mais intenso... Demônios se escondiam nas sombras, a morte nadava na umidade de um olho, a curvatura na asa de um pássaro significava chuva, um leque em determinada posição poderia trazer o frio antes da hora certa, a inclinação de um telhado, a posição de um móvel e até mesmo as formas dos muros tinham importância.
Portanto, vigilantes e turistas, caravanas, músicos, artistas, chegando às duas cidades e julgando os indícios, diriam: 'A cidade em forma
de laranja? Não! Vou entrar na cidade em forma de porco e prosperar, comendo tudo e engordando com boa sorte e fartura!'

O mandarim quase chorou.
- Tudo está perdido! Estes símbolos e estes sinais são terríveis. Nossa cidade terá maus dias.
- Então - disse a filha - chamai vossos pedreiros e os construtures
detemplos. Vou me esconder atrás do biombo de seda e sussurar o que meu pai deve dizer.
O velho bateu palmas desesperado:
- Chamem os pedreiros! Construtores de cidades e de palácios!
Os homens solicitados vieram depressa. O mandarim recebeu-os com grande aflição, esperando ele mesmo o sussurro que veio do biombo atrás
de seu trono.
- Chamei-vos aqui - disse a voz sussurante...
- Chamei-vos aqui - disse o mandarim em voz alta - porque a nossa cidade tem os muros em forma
de laranja, e a cidade de Kwan-Si tomou nestes dias a forma de um porco esfomeado...
Neste ponto, os pedreiros e os construtores começaram a chorar e a gemer. A morte fazia soar seu cajado no pátio.
- E assim - prosseguiu o mandarim, seguindo o murmúrio suave - Vós deveis empunhar suas pás e empilhar as pedras, para mudar a forma
de nossa cidade!
Os arquitetos e os pedreiros ficaram atônitos e o próprio mandarim se surpreendeu quando prosseguiu:
- E vós dareis aos nossos muros a forma
de um grande bastão, para afugentar o porco!
Os homens chamados se ergueram saltando e gritando
de alegria. O mandarim batia palmas entusiasmado:
- Depressa homens! Ao trabalho!
Quando todos partiram sorridentes e muito atarefados, o mandarim voltou-se com grande amor para trás, para o biombo
de seda, cheio de gratidão.

A notícia se espalhou pela cidade; o mandarim foi aclamado. Todos queriam ajudar e levaram pedras para a construção do novo muro
de Leshan. Fogos de artifício foram acesos e os demônios da morte e da pobreza não se manifestarm, enquanto a cidade inteira trabalhava junta. Ao cabo de um mês, os muros estavam belos e imponentes. E tinham a forma de um terrível bastão, pronto para afugentar porcos, javalis e até mesmo tigres. O mandarim dormia todas as noites como uma raposa contente.
- Só queria ver o mandarim
de Kwan-Si quando ele souber da notícia! Será um pandemônio, uma histeria; é provável que ele se atire da mais alta montanha... Sirva-me um pouco de vinho, ó filha-que-pensa-como-um-filho.

O prazer e a alegria do mandarim, porém, foi como uma flor
de inverno: morreram logo.
Na tarde seguinte do dia em que os muros ficaram prontos, o mensageiro entrou na corte de Leshan trazendo uma terrível notícia.
- Ó mandarim! Doença, dor prematura, avalanchas, pragas
de gafanhotos e águas envenenadas!
O mandarim estremeceu.
- A cidade
de Kwan-Si - prosseguiu o mensageiro - que havia tomado a formade um porco, animal que afuntaríamos com nosso poderoso bastão, transfoma nosso triunfo em cinzas! Seus muros estão tomando a forma de uma grande fogueira, para queimar nosso bastão!
O coração do mandarim apertou-se no peito, como o fruto
de uma árvore velha no outono... E exclamou:
- Ó deuses! Os viajantes hão
de nos ignorar. Os comerciantes trocarão facilmente o bastão, tão fácil de destruir, pelo fogo que tudo vence!
- Não - disse o sussurro
de sua filha por detrás do biombo de seda.
- Não! - disse o mandarim esperançoso - dizei aos nossos pedreiros, que transformem os nossos muros novamente! Terá agora a forma
de um lago plácido e reluzente... - e enquanto falava, seu coração novamente se aquecia - e com este magnífico lago, vamos apagar o fogo da fogueira de Kwan-Si e rescaldá-lo para sempre!

A cidade rejubilou-se ao saber que tinham sido salvos novamente pelo magnífico imperador das idéias. Correram para os muros e o reconstruíram segundo a nova visão. Desta vez não foram tão rápidos, nem cantaram ou dançaram tanto quanto da primeira vez. A verdade é que os habitantes
de Leshan tinham precisado abandonar suas lavouras e seus negócios para ajudar na construção do muro. E como tinham trabalhado árduamente, estavam um pouco cansados e um pouco mais pobres.

Houve então uma sucessão
de dias terríveis e maravilhosos, uns saindo dos outros como uma sucessão de caixinhas de surpresa.

- Ó mandarim! - gritou o mensageiro - Kwan-Si está reconstruindo seus muros novamente, dando-lhe a forma
de uma boca gigantesca, para beber todo o nosso lago!
- Então, dai aos nossos muros a forma
de uma agulha para costurar esta boca!

- Ó mandarim! - berrou o mensageiro - Transformam seus muros em uma espada para quebrar nossa agulha!
- Então seremos a bainha para cobrir a espada!

- Tende piedade ó mandarim! Eles trabalharam toda a noite e deram aos seus muros a forma
de um raio para destruir nossa bainha!!!

A doença, o cansaço e a fome se espalharam pela cidade
de Leshan.


Lojas e oficinas fecharam. Toda a população trabalhava há meses sem parar, nas incessantes modificações dos muros da cidade. Os cortejos fúnebres começaram a percorrer as ruas em pleno verão, tempo em que deveriam estar colhendo e cuidando
de suas plantações. O próprio mandarim por fim adoeceu e passou a dar as ordens de seu quarto.

- Kwan-Si é uma águia!
- Seremos uma rede para capturá-la!
- Kwan-Si agora está se tornando o sol!!! Destruirá nossa rede, ressecando-a.
- Seremos a Lua para eclipsar o sol!

No último dia do verão, a filha disse para seu pai que aquela disputa tinha ido longe demais. E pediu para ele conversar diretamente com o mandarim
de Kwan-Si.

- Em nome
de todos os Deuses, chamai o mandarim de Kwan-Si!!!

Em pouco tempo eles estavam frente à frente. Ambos estavam adoecidos, magros e pálidos. E os dois estavam tão enfraquecidos que precisaram ser carregados em liteiras.
- Vamos acabar com isso... - disse uma voz suave e feminina.
E a filha do mandarim
de Leshan, bela e delicada como a porcelana, saiu detrás do biombo.
- Isso não pode continuar. Nossos povos só fazem reconstruir nossos muros dia após dia, hora após hora. Não tem mais tempo
de viver, amar, honrar os antepassados e cuidar das lavouras.
Os dois mandarins concordaram.
- Levai os dois até a luz do sol.
Os velhos foram carregados até o alto
de uma pequena colina, longe dos muros e das tristezas da cidade.

Lá, na brisa do final do verão, crianças muito magras, porém alegres, empinavam papagaios
de todas as cores: amarelos como sol, azuis da cor do mar, verdes como as árvores, vermelhos e da cor do trigo.
A filha sentou-se ao lado
de seu pai.
- Vede - ela disse.
- São papagaios
de papel - disseram os dois mandarins.
- Mas o que é um
papagaio de papel ao solo? - disse a moça - Não é nada. De quê ele precisa para sustentar-se no ar, tornar-se lindo e ganhar alma?
-
De vento, é claro!
- E
de que precisam os céus e os ventos, para ficarem lindos?
-
De um papagaio de papel, é claro - disseram os mandarins de Kwan-Si e de Leshan.
- Então - disse suavemente a moça - vós
de Kwan-Si mudareis vossos muros pela última vez. Deverão se assemelhar ao vento. Será um vento prateado... E nós daremos aos nossos muros a forma de um papagaio de papel dourado. Um sem o outro não é nada. Juntos, tudo será belo. Viveremos em harmonia, cooperação e teremos vidas longas e prósperas.


Ao ouvirem estas palavras, os mandarins rejubilaram-se tanto, que se alimentaram pela primeira vez em muitos dias. Abraçaram-se e trocaram homenagens e juramentos
de aliança e amizade.

Em pouco tempo, as cidades tornaram-se a Cidade do
Papagaio de Papel Dourado e a Cidade do Vento Prateado.

E as colheitas foram colhidas, os negócios voltaram a prosperar e a doença desapareceu. Os habitantes
de Leshan ouviam o som benéfico do Vento Prateado a sustentá-los no ar, enquanto os habitantes de Kwan-Si sentiam o Papagaio de Papel Dourado a lhes alegrar... E assim foi."