domingo, 7 de fevereiro de 2016

Hibernação

As palavras estão ausentes
Elas adormeceram em minh'alma
Sigo caminhando, prossigo
Ergo os olhos para os céus, confio

Elas irão despertar (eu sei)
Ó ansiado alvorecer do poetizar!
Irá acontecer
Basta eu acreditar!


(Flavia Alves)













Caminhar

Foco no aqui e no agora, prossigo meu caminhar
Os sonhos confundem memórias e escolhas de outrora
Com o viver, e tudo o que é necessário plantar e fazer

A compreensão do momento presente, no possível
A aceitação de estar aqui, nesse planeta, para a lapidação do ser

O reconhecimento dos laços da humanidade
...de sermos UM, dos elos

O afastar do medo, a sublimação da saudade
A percepção de tudo (tudo) ser belo... 

Viver a verdade


(Flavia Alves)










Segundo ciclo solar


Meses que frutificaram em ano...
Eis que o plural do ciclo solar se aproxima
Busco então, uma nova rima
Para celebrarmos o nosso enlace

Prossegue como escolha e cultivar
A amizade, o zelo e o calor
Ser

Prossegue o nosso (juntos) caminhar
Ao semearmos deliberadamente o amor
Viver



(Flavia Alves)













quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Além das palavras

A tarefa de literatura era ir além das palavras e do papel. 
A ideia era e é uma intervenção literária. 
Algo público, postado e compartilhado nas redes sociais.


Pensei durante muitos dias sobre o que eu poderia fazer.
Queria algo que fosse pessoal e visível.
Que carregasse poesias, palavras, cor e arte.
Queria que levasse uma parte de mim... E uma parte de meu avô.


Meu avô poeta, que (ainda) não teve livros publicados.
Meu avô que tanto amo...
De quem tenho tanto orgulho.

Lembrei que há alguns anos atrás pintei uma blusa para mim sobre veganismo e usei a técnica da esponja. O resultado foi bom, com um azul flutuante e as palavras que eu escrevi em destaque. A tenho até hoje, mesmo passado tanto tempo...


Escolhi verde. 
Peguei trechos de poesias.
Usei palavras que simbolizam a disciplina e o ideal por trás desta tarefa.

Escrevi, pintei, me emocionei.

Criei e recriei.


E nas duas blusas escrevi trechos de poesias do meu avô, Luiz Gonzaga Alves... Ali, entre Neruda, Cecília, Pessoa, Teatro Mágico. Eternizado no amor, no compartilhar... Na ação e na arte.

Te amo para sempre avôzinho.

Grata por tudo.


#poesia
#arte
#amomeuavo
#literatura





sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

20

(um ano e oito meses)

Vida de laços
Múltiplas alegrias
Tantas facetas...
Doce nostalgia!

Vida de sonhos
Cheiro morno
Escolha perene
Dedos entrelaçados

Vida de crescimentos
Tombos e alicerce
Afeto declarado
Amor, amigo, amado

Vida de descobertas
Ninho de almas
Destino e bênção
Ansiado e risonho encontro




(Flavia Alves)