sábado, 21 de outubro de 2017

Coragem

(poesia de Carol Magalhães)

Pensei

Disse

Não disse

Não pensei e falei

Falei depois de ensaiar

Falei pensando

Pensei fazendo

Vivi...



sábado, 7 de outubro de 2017

Aceitação


O lugar de observadora de mim mesma, algumas vezes, provoca um sentimento de estranheza sobre o meu passado. Parece um filme, como se fosse uma outra vida.

Ora isso é bom, porque alivia certas dores que ainda insistem em latejar... Ora é apenas estranho.

Por que estou tão diferente do que fui, que simplesmente não consigo me reconhecer nas minhas próprias memórias.

Tudo esvai.
Tudo flui.
Tudo parece dissipar, como quando acordamos de um sonho complexo e ficam apenas fragmentos.

O que fazer com os pedaços do que fomos e do que vivemos... Se eles são justamente os tijolos dourados que nos trouxeram até a cidade verde?

Conchas, pedras, penas e folhas.
Mar que visita os olhos e a boca.
Silêncio opressor.

Frequentemente me sinto como a Sarah, enfrentando o espelho de mim mesma, refletido na forma de homem-coruja, de Rei dos Duendes...

Quem tem o poder sobre mim?
Quem pode devolver a criança que foi roubada?

Palavras. Ações. Lutas.

Lágrimas na chuva.
Dias de sol e vento.
Mapas perdidos nos reflexos confusos do que foi vivido e do que foi apenas sonhado.

Lutas. Cansaço. Olhar.
O lugar do observador.
O lugar daquele que observa o observador.

Meditação.
Crescimento.
Passos que me afastam do apego.

Impermanência como condição.
Como natureza.
Como Ser.

Aceitação.


(Flavia Alves)





quarta-feira, 12 de julho de 2017

Desperta! (Luíz Gonzaga Alves)




Por que depedras tanto a natureza
Homem insensato de viver sem tino?
Tua vida sem ela é uma incerteza
Triste, sem ela, será o teu destino.

Com teu hábito mau de destruir
Alteras o ritmo normal da vida.
Onde chega teu progresso, vai o poluir,
Levando bagagem, de morte bem provida.

É tempo ainda de mudar o rumo.
Do que tens feito, analisa bom resumo
E deixarás a ilusão, conhecerás a verdade.

Busca vencer teus erros seculares,
Mister se faz vida nova começares,
Despertando enfim, para a grande realidade.

--

Poesia de meu amado e saudoso avô, Luíz Gonzaga Alves



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Cosmos

(Foto: acervo pessoal)



Por que a beleza da singela flor laranja da infância acalenta o coração? 

A resposta é um sussurro da alma... As pétalas foram ingredientes da comida nas brincadeiras de casinha com os irmãos e amigos, suas cores contrastantes e vivas incendeiam e ecoam nas memórias, da flor-presente para os seres amados e que trazem o alento da presença materna que já não é mais concreta nos abraços.


(Flavia Alves)








sexta-feira, 2 de junho de 2017

Não há!


Não há espaço para a neutralidade se queremos um mundo melhor.

(Flavia Alves)